domingo, 23 de janeiro de 2011

Eleição presidencial: as minhas contas

Na comparação entre 2011 e 2006, entrou menos um milhão de votos em urna (descida de 5,5 milhões para 4,5 milhões, 19% de votos a menos). São praticamente tantos votos em urna como em 2001 (a reeleição anterior), mas com mais 700 mil inscritos do que em 2001. Daí a maior abstenção de sempre numa presidencial: 53,4%.

Cavaco perdeu mais de meio milhão de votos (19% dos seus votos de 2006), Alegre quase 300 mil (26% dos seus idem). Francisco Lopes perdeu 170 mil dos votos em Jerónimo de Sousa (36% idem). O que aconteceu aos votos do Francisco Louçã de 2006?

Se se admitir que Fernando Nobre teve essencialmente o eleitorado de Soares, perdeu deste 185 mil votos (24% dos votos do Soares de 2006). Se adicionarmos os 66 mil votos de Defensor Moura aos votos de Nobre, o hipotético eleitorado «soarista» diminuiu de 120 mil votos (15%).

José Manuel Coelho teve 190 mil votos, oito vezes mais do que o Garcia Pereira de 2006. Os votos em branco triplicaram (passaram para 190 mil), e os votos nulos duplicaram (passaram para 86 mil).