quarta-feira, 1 de junho de 2011

O que está em jogo no dia 6 de Junho

Convém não esquecer que o Presidente da República é um militante do PSD, que as maiores autarquias são governadas pelo PSD (com algumas excepções), e que Alberto João Jardim se mantém de pedra e cal na Madeira. Uma maioria de direita ou, pior ainda, uma maioria do PSD sozinho, darão a Passos Coelho, um indivíduo sem brilho intelectual e com um perfil indisfarçadamente autoritário, as condições para governar até 2015 e aplicar o seu experimentalismo ultra-liberal, neo-tatcheriano. A matilha de interesses privados que até agora têm debicado do Estado, uivando sempre que «o privado faz melhor» e queixando-se que sustentam serviços públicos «desnecessários», poderão a partir de domingo encher a pança para muitos anos com os subsídios do Estado a serviços de ensino, saúde e assistência social que são privados mas que Passos subsidiará  (previsivelmente aumentando a despesa estatal).

Pensai muito bem. A partir de domingo não haverá nenhuma obrigação de realizar eleições para o Parlamento ou para a Presidência da República até 2015 ou 2016 (respectivamente). E nessa altura poderão sobrar apenas ruínas da democracia social que temos hoje.