quarta-feira, 21 de julho de 2010

Passos perdidos

Passos Coelho criou uma trapalhada tal com a sua revisão constitucional maximalista que já conseguiu dividir o seu próprio partido. Começa a parecer que todos sabemos que ele nunca será primeiro ministro, só ainda não sabemos quando é que vai perceber isso.

7 comentários :

  1. Ricardo:

    Discordo de ti quando dizes que "todos sabemos" que PPC não será primeiro ministro. Para mim essa possibilidade não é certa, mas até me parece o mais provável, estando portanto muito longe de "saber como toda a gente" que é falsa. Quem me dera...


    Quanto às divisões no PSD, eu concordo com as críticas feitas por Alberto João Jardim e Santana Lopes - o que é verdadeiramente notável. Ainda assim, a ideia de PPC hostilizar estes personagens, à partida, parece-me abonar mais a seu favor do que outra coisa.

    Se fosse a avaliar pelo título da notícia do AJJ sem ler o corpo do texto, o meu instinto seria "palmas ao PPC.".

    De resto, não te esqueças que estas divisões e hostilidades vão cessar assim que começar cheirar a poder, e eles tiverem de fazer campanha juntos para o alcançar.

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  2. JV,
    o que se começa a ver é que PPC não conseguirá unir o partido para o levar ao poder. Nem é apenas o PSL e o AJJ: o próprio Rebelo de Sousa o critica. E mais: foi tão longe nesta «proposta de revisão», que ficámos todos a saber o que faria no governo - o que está a assustar muita gente. Perdeu em credibilidade, porque vai aparecer como alguém cego pela ideologia.

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  3. Ricardo:

    Quando PPC foi para o poder, já se sabia que representava apenas uma parte do partido, algo distante dos "sociais democratas" como Rangel, Marcelo, ou mesmo Manuela Ferreira Leite (que até lhe venceu as eleições e tudo...).

    Nessa medida esta proposta de revisão apenas mostra que ele continua fiel às propostas com que se apresentou para liderar o partido. E os "sociais democratas" fazem algum barulho contra estas propostas "liberais" com medo de perder votos, mas como se viu pela forma como exercitaram o poder, estão disponíveis para conviver com elas.

    E se há altura em que sabem que, mesmo perdendo votos ao anunciar estas propostas, ainda assim podem ganhar eleições, é quando Sócrates cair, em desgraça.
    Por isso é que me parece que estas divisões vão esfumar-se todas na altura da campanha. Uma cedências aqui, e outras ali, e ali vão eles todos juntos a votos.

    E isso é o que me assusta.

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  4. Assusta-me, mas não o suficiente para votar num partido que mantenha Sócrates como candidato.
    Haja pudor.

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  5. Revisão Constitucional NÃO é preciso, muito menos urgente!!!
    Este neo-liberalismo de mercearia é contrário às legitimas aspirações de um povo que se pretende juntar a países civilizados onde o ensino e a saúde são gratiutos, ou quase, e garantidos naturalmente pelo estado.
    21/07/2010, Carlos Florentino

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  6. Se para mudar a Constituição são precisos 2/3 dos deputados, e na aparência o PS discorda, então não há nenhuma revisão possível e esta discussão é areia atirada aos olhos dos incautos....

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  7. Esta discussão, até pelo estardalhaço com que foi lançada (com «pingos» estratégicos para os media antes de estar aprovada internamente) destinava-se a marcar a agenda política. E conseguiu-o, beneficiando da «estação parva» e do favor dos media. O problema é que fez ricochete, porque agora ficámos a saber que tipo de regime quer o sr. Passos Coelho. E ficou à mostra o radicalismo político que o anima a ele e à sua equipa.

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