quarta-feira, 14 de julho de 2010

Demolir o futebol (não se pode?)

Augusto Mateus avisou o Brasil  para não repetir os erros crassos que se cometeram em Portugal quando se teve a ideia cretina de organizar o Euro 2004. A título de exemplo dos elefantes brancos que ficaram espalhados pelo país na ressaca do pão e do circo, referiu o estádio de Aveiro, que custa 4 milhões de euro por ano (e que nunca enche); ou o de Coimbra (abandonado); ou o de Leiria (à venda); ou os de Braga  e Faro (deficitários). E falou em demolir os estádios que dão prejuízo (não teria sido melhor usar, literalmente, estádios provisórios?). Autêntica economia de compra-o-foguete-faz-a-festa-queima-deita-fora, mas paga pelo contribuinte.

O outro lado das festinhas dos golos, dos cachecóis e das bandeirinhas é este. Mas talvez valha a pena recordar quem foi um dos políticos que se promoveram a surfar a onda patriótico-futeboleira...

(Via Cinco Dias.)