quarta-feira, 28 de julho de 2010

O dinheiro não é neutro

Nunca acreditei que o dinheiro fosse inteiramente neutro, e que capitalistas e CEOs se preocupassem exclusivamente com lucros e dividendos. Quem segura o livro de cheques tem ideologia, interesses pessoais (e, algumas vezes, religiosos), que fazem com que o poder económico não seja, sempre, um fim em si mesmo.

As monarquias clericais do Golfo Pérsico, suporte da ideologia global mais reaccionária do início do século 21, andam às compras em Lisboa. Estão interessadas nas empresas a privatizar (ANA, EDP, REN). Os  neoliberais militantes dirão que «no pasa nada», é só o mercado a funcionar, e tal. Ah, pois. Se os senhores dos Emirados tivessem mulheres emancipadas à frente das suas empresas, aceitaria estas situações com maior tranquilidade.