segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Lata não lhe falta...

O cromo que actualmente fala pela conferência episcopal portuguesa, Jorge Ortiga de seu nome, não se coíbe de lamentar a «crise» e a «austeridade», de apelar a que «as classes mais desfavorecidas sejam menos penalizadas e mais ajudadas» e de criticar os «interesses instalados nas estruturas público-privadas», para logo de seguida pedir mais dinheiro para as «escolas particulares», as tais em que 44% dos alunos são pagos pelo Estado, e que não são propriamente conhecidas por abrir a porta aos «mais desfavorecidos».

Descaramento não lhe falta. E, num país em que tudo depende do Estado, até o que supostamente seria privado tem que ser pago pelo Estado. Mesmo em época de crise...