sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Os malefícios de ser Lisboa

Entre quinta-feira e domingo da próxima semana, Lisboa estará novamente sitiada e paralisada. É a segunda vez este ano. Entre Papas e Obamas, o total são uns quatro dias de tolerâncias de ponto, diminuição da produtividade e incómodos no trânsito em menos de seis meses.

As medidas de segurança são o disparate do costume: desde câmaras de videovigilância até escutas telefónicas (presumivelmente ilegais), passando pelos já famosos «blindados de guerra» de cinco milhões de euros que afinal vêm é para intimidar os habitantes da Cova da Moura, e terminando na prevenção contra as «armas laser» que penso possam ser utilizadas pelos invasores marcianos que não terão dificuldade em dizimar os navios de guerra estacionados no Tejo.

Num momento de crise, o governo investe dinheiro em armas e dispositivos de segurança, pára alguns centros de decisão da capital, e concede, pela segunda vez no ano da «contenção» e dos «cortes», tolerância de ponto. É a preferência pelo Carnaval e pelo securitarismo contra o trabalho e a poupança.

Não poderiam fazer o raio da cimeira onde incomodasse menos gente, por exemplo no Algarve ou numa qualquer ilha atlântica?

4 comentários :

  1. Paralisada? Calma. Algumas pequenas partes de Lisboa está-lo-ão. A maior parte da cidade, jamais.

    Note que a cimeira é no Parque das Nações, perto do aeroporto e com hoteis por perto. Provavelmente as restrições ao tráfego só ocorrerão nessa zona, que é muito longe do centro da cidade.

    Quanto a cimeiras em ilhas Atlânticas... isso faz-me lembrar qualquer coisa... Bush... Barroso...

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  2. Há quanto tempo não passa na expo, Luís? será das zonas com mais emprego concentrado em Lisboa, sonae.com, optimus, sport tv, e centenas de pequenas e médias empresas. além disso todos os tribunais são lá agora, não é ? Dificilmente o poderiam ter feito numa zona onde incomodasse mais.

    lembro-me que numa das últimas cimeiras os protestantes conseguiram eficazmente bloquear a entrada dos líderes por terra e que estes tiveram que se deslocar de helicóptero ou barco até ao local ... também não percebo porque se sujeitam a isto fazendo as cimeiras em capitais.

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  3. João Branco, por acaso ainda muito recentemente fui ao Campus de Justiça no Parque das Nações. Não ponho em causa a presente importância dessa zona de Lisboa. Mas, repito, trata-se apenas de uma pequena parte da cidade. É um manifesto exagero dizer-se que Lisboa ficará paralisada quando apenas o Parque das Nações o ficará.

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  4. todo o interesse em ser em ilhas

    mais fácil o controlo de multidões

    (duvidoso porque´somos mansos e se calhar chove) dos agit-props profissionais que têm de ser importados

    excepção para o 31 desarmada uns gajos porreiraços

    custos menores

    propaganda ao Faial

    no Algarve não dá pois o pessoal da sociedade lusa e similares
    já têm falta de turistas

    e sinceramente cimeiras ´da Nato só trazem biltres e facínoras
    e uns anarcas também

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