segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ratko Mladic

Começa mais um pequeno capítulo na guerra entre a Europa e o Islão. Como com Milosevic, que só foi preso contra a ameaça de sanções económicas, uma semana antes do tribunal de Haia propôr sanções contra a Sérvia em vista da protecção activa que o governo, a igreja e o exército concederam a Ratko Mladic durante 16 anos, a polícia "encontrou" o "desparecido" (em casa, com a família).

Milosevic morreu - em circunstâncias mal esclarecidas - sem trair os apoios que recebeu durante e depois das atrocidades da guerra religiosa que destruíu a Joguslávia nos anos noventa. Karadzic, preso em 2008, referiu Richard Holbrooke e Madeleine Albright, que negaram veementemente qualquer apoio. Agora resta saber se Mladic, velho e debilitado, tem credibilidade perante o mundo caso decida falar e nomear os protectores.

A verdade é que hoje não interessa a ninguém discutir a guerra religiosa que sacudiu a Joguslávia entre 1991 e 1995. Católicos e cristãos ortodoxos sairam vitoriosos e ninguém se interessa pelas vítimas muçulmanas dos crimes deles.