quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Revista de blogues (6/10/2010)

  1. «Sou republicano porque recuso o carácter divino e hereditário do poder, porque sou cidadão e não vassalo, porque abomino o contubérnio entre o trono e o altar e porque um herdeiro do Iluminismo e da Revolução Francesa é avesso à vénia e ao beija-mão. Sou republicano por me rever nas instituições que o voto popular sufraga e não nas que a tradição impõe. Aceitar os filhos e netos de uma qualquer família, para lhes confiar o poder do Estado, é abdicar do direito de eleger e ser eleito para as funções que dinastias de predestinados confiscavam.
    (...)
    Ser republicano é recusar o poder vitalício e exigir a legitimação periódica, para reparar um erro ou substituir um inapto, num horizonte temporal previamente determinado. Não há democracia plena em monarquia nem dignidade nas funções herdadas como se o país fosse uma quinta ou a Pátria uma coutada.» (Carlos Esperança)
  2. «(...) a “República”, com tudo aquilo que o conceito abrange, não se limita só em saber se a denominação do Chefe de Estado é “Rei” ou “Presidente da República”.
    Em Portugal a República, mais do que isso, é um conceito de Liberdade cívica, política, social e até religiosa.
    A República é o Registo Civil, é a escola pública, é o casamento civil e até a possibilidade da sua dissolução com o divórcio, é a igualdade de género e mais tarde o sufrágio universal.
    E é, principalmente, sinónimo de modernidade, de Democracia e de laicidade do Estado.
    » (Luís Grave Rodrigues)