sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Revista de blogues (15/10/2010)

  • «São conhecidas as tabelas de descontos que vão recair sobre as remunerações do Estado e empresas públicas. Importa, pois, saber se os sacrifícios incidem sobre os mais pobres ou sobre aqueles que, apesar de tudo, melhor os podem suportar. (...)
    Custa mais aceitar que haja vencimentos inferiores a 500 euros do que saber que haverá cortes de 10% para os superiores a 5.000, excepto aos que beneficiam destes.
    É estranho que os magistrados a quem cabe a aplicação da Justiça não tenham acusado a imoralidade dos 700 euros de subsídio mensal de renda de casa e a inadmissível isenção do subsídio em sede de IRS. No fim de sete anos de serviço qualquer magistrado ganha 3952,26 euros (ilíquidos) e, no fim de18 anos, 5099,82, acrescidos dos 700 euros com que, desde o início da carreira, arredondam a remuneração.» (Carlos Esperança)