quarta-feira, 27 de julho de 2011

Disparate colossal

O desvio colossal, aquele que o era, e deixou de o ser, e voltou a sê-lo, e desapareceu e... hoje ainda não li as notícias nacionais por isso desconheço a última versão, não teve apenas impacto mediático aqui no burgo. Todos os artigos que tenho lido nestes últimos dias na imprensa internacional sobre Portugal, incluindo um artigo de hoje no Spiegel, mencionam um buraco orçamental que o governo português descobriu. E sublinho que escrevo descobriu em vez de teria descoberto, porque para um jornalista estrangeiro palavra de primeiro-ministro é para ser levada a sério, e a história que passa para o exterior é apenas a das primeiras manchetes: Portugal tem um buraco de 2 mil milhões no orçamento.
E aqui está um enorme tiro do pé. O que para consumo interno foi apenas uma mentirinha mal conseguida, tem um terrível impacto no exterior. Numa altura em que Portugal precisa de passar a ideia de seguir à risca o que está planeado para ganhar credibilidade junto dos mercados, dos outros governos e das opiniões públicas europeias, o governo não poderia ter feito pior.

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