quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Proibir? Não.

A pequena igreja da Florida que tenciona queimar publicamente o Corão quer, principalmente, atenção. Está no seu direito. E vai consegui-la. A atenção. Todos vamos ficar a saber que são fundamentalistas cristãos apostados numa «guerra santa» de isqueiro e papel.

Proibir a queima do Corão está fora de causa (e seria tão errado como proibir o Corão, já agora). O papel e o cartão não têm sentimentos e não vão chorar ao ser queimados. E nenhum país civilizado proíbe que se queimem símbolos ou textos em público (com a excepção, discutida, dos símbolos nacionais).

Hillary Clinton critica publicamente a anunciada fogueira. E está bem: cabe-lhe garantir a ordem pública interna e a afirmação externa. Não pode, pelo contrário, proibir o acto em si, como pede um senhor do Cairo. Ainda se está dentro dos limites da liberdade de expressão. Embora haja muita coisa que, sendo legal, é ética e politicamente condenável.

[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]

1 comentário :

  1. Há dias em que uma pessoa acorda e nem sabe em que século está. ou milénio.

    Guerras santas e livros sagrados já são sobejamente ridículos em 2010. E o mundo dar bola a um pastor lunático de uma congregação com duas dúzias de fiéis só é de lamentar.

    entretanto o homem conseguiu muito mais que o objectivo inicial - afinal quantos muçulmanos morreram nas manifestações de repúdio pelo acto?

    Na cabeça dele, o mundo ficou seguramente melhor, e deus certamente que já o colocou num lugar cimeiro na longa lista de espera das entradas para o céu.

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