domingo, 20 de maio de 2012

Extremista, violento, infantil, irracional

Num texto recente no qual fiz um balanço (muito crítico) da presidência de Obama, também escrevi: «efectivamente os congressistas republicanos estão dispostos a tudo para prejudicar Obama. O seu discurso é extremista, violento, infantil, irracional.».

Em resposta a estas palavras, o leitor Octávio dos Santos escreveu um comentário pedindo-me exemplos. O problema deste pedido é que os exemplos são tantos, que qualquer selecção da minha parte não faz justiça a toda a dimensão do problema em causa. Ainda assim, com algum esforço é possível dar alguns exemplos mais relevantes, e é isso que tenciono fazer neste texto:


Discurso extremista:

Arlen Specter abandonou o partido Republicano alegando que este partido estava a tornar-se cada vez mais extremista, mencionando um obstrucionismo sem precedentes.
Os números dão-lhe razão: desde o número de usos do procedimento parlamentar Filibuster (e da forma dúplice como essa questão é encarada), até ao bloqueio de nomeações (60-4!), passando por todo o tipo de ameaças de obstrucionismo feitas sem pudor.
A este respeito será interessante lembrar as declarações de John C. Danforth, um ex-senador republicano do Missouri, que acreditava que caso Dick Lugar «tendo servido cinco mandatos no Senado dos EUA e sendo a pessoa mais respeitada do Senado, a maior autoridade nas questões de política externa» fosse seriamente contestado nas primárias por outro republicano mais radical, o partido teria ido tão longe que estaria «para além da redenção». O que efectivamente veio a acontecer.


Discurso violento:

Note-se que não pretendo defender limitações legais aos discursos em causa, apenas caracterizá-los como aquilo que são: discursos carregados de violência. Veja-se o caso do ataque a Gabrielle Giffords, alguns dos discursos que o antecederam, e a relação entre ambos aqui analisada:



E há uma série de outros exemplos...


Discurso infantil e irracional

Eis as previsões dos congressistas republicanos a respeito daquilo que iria ocorrer pouco depois do programa de saúde proposto por Obama (já aqui criticado) ser aprovado: