segunda-feira, 7 de junho de 2010

A pirueta de Fernando Nobre

Fernando Nobre, quando lançou a sua candidatura, foi assinalado como monárquico. Numa entrevista de Fevereiro, respondeu:
  • «Era monárquico? Pertenci há uns anos à Causa Real. Já não pertence e já não é monárquico? Sou simpatizante.»
Passam-se três meses e a resposta é esta:
  • «É monárquico ou republicano? Não sou monárquico, sou republicano. É uma inverdade, acho isso espantoso. Pelo que me foi dito, ainda na última entrevista, o dr. Manuel Alegre salientou que até tinha apoios de monárquicos. Ninguém se lembra de perguntar ao dr. Manuel Alegre se ele é monárquico ou republicano. Eu sou português, sou respeitador de nove séculos, quase, da História de Portugal. Estou nesta candidatura para unir todos os portugueses, o que passa por unir os republicanos, os monárquicos, os imigrantes naturalizados, todos. Porque acredito que na fase em que o nosso país está não é o momento de ostracizar seja quem for. Nós precisamos de nos unir. Eu estou aqui enquanto candidato à chefia da Nação portuguesa. Posso dizer que não sou monárquico mas que respeito integralmente nove séculos da História de Portugal e que sou amigo do senhor D. Duarte, como sou amigo do Adriano Moreira, como sou amigo…»
Enfim. Qual é o verdadeiro Fernando Nobre?

    7 comentários :

    Anónimo disse...

    Faz-nos falta um Afonso Costa para pôr estes animais na ordem. Nesse tempo é que era.

    Ricardo Alves disse...

    Não é por causa do Fernando Nobre que o Afonso Costa faz falta, anónimo. É por outros. Mas concordo consigo: faz-nos falta.

    Ruca disse...

    Claro que faz falta de certeza que se fosse ele não existiam casamentos entre homosexuais, como no tempo as mulheres não tinham direitos como o direito de votar muito menos teriam o direito de assumir uma relação homosexual :)

    Ricardo Alves disse...

    Ó Ruca, vá brincar com a Rosita e deixe os assuntos sérios para as pessoas crescidas! ;)

    Anónimo disse...

    Ruca,

    O meu comentário era uma paráfrase dos desabafos habituais dos saudosos de Salazar: "No tempo de Salazar é que era bom (etc, etc)". No entanto, e como viu, este pessoal nem deu por nada e tomou-o como genuíno, o que tem tudo a ver com a postura salazarenta que estes como os outros assumem face a regimes trauliteiros. Tudo muito esclarecedor.

    João Vasco disse...

    «No entanto, e como viu, este pessoal nem deu por nada e tomou-o como genuíno»

    O Ricardo percebeu a ironia que quis transmitir, mas achou-a tão desajustada e injustificável, que respondeu como se interpretando o comentário à letra. Às vezes faço o mesmo noutas situações.

    Ruca disse...

    Ainda bem que amanhã em Aveiro 1200 crianças vão andar vestidas da Mocidade Portuguesa :))
    Afinal o Estado Novo faz parte dos 100 anos da República :)