sexta-feira, 18 de junho de 2010

A História do Mundo

A minha universidade anunciou esta semana que vai ter de fazer cortes orçamentais. O discurso é o do costume: “Nós, os vossos governantes, juntamente com os oligarcas para quem realmente trabalhamos, desbaratámos as vossas poupanças, destruímos a economia, agredimos o ambiente e promovemos a guerra como uma oportunidade de negócios, e agora vocês têm de apertar o cinto, etc., etc.,”

Volta e meia, aqui e ali, grupos de pessoas revoltam-se e apertam o cinto, mas à volta dos pescoços dos governantes. Dá prazer sabê-lo, embora também saibamos que estas coisas nunca têm grandes consequências. Umas vezes os revolucionários tornam-se oligarcas, outras matam-se uns aos outros, outras são mortos e substituídos pelos antigos oligarcas.

Pode ser divertido ler estas histórias nos livros de história, mas a verdade é que as pessoas são todas iguais e a decência é um privilégio da classe média.

Ler os memorandos dos administradores da minha universidade, ver o depoimento do Tony Hayward e o comentário do meu conterrâneo Joe Barton, ou ler as biografias de Stalin ou J. Edgar Hoover, são coisas que dão a volta ao estômago de qualquer pessoa normal. Mas a verdade é que eles fazem o que fazem porque podem, porque a maioria não exige mais.