terça-feira, 13 de novembro de 2012

Greve é também não fazer trabalhar os outros

Fazer greve não é só não trabalhar. É também não fazer trabalhar os outros. Não comprar. Não andar de transportes públicos. Não meter os filhos na escola. Não gastar.

Eu sei, pode parecer pouco. Até ridículo. Mas convém pensar nisto numa época em que o trabalho já não é o que era. Em que se desequilibrou de tal modo a relação de forças entre capital e trabalho que se tornou facílimo despedir ou até manter presos trabalhadores sem contrato ou sem salário fixo (e trabalhadores que nem sequer são reconhecidos como tal). Em que o sub-emprego e o emprego parcial são a condição do precariado. E em que, infelizmente, os sindicatos e os media se focam naquela minoria de 11% que trabalha directamente para o Estado.