terça-feira, 20 de novembro de 2012

Na ICAR estas coisas não se votam?

A igreja anglicana recusou hoje, numa votação renhida (faltaram seis votos para os necessários dois terços), que as mulheres (que já podem ser «padresas») possam ser «bispas».

Só uma questão aos católicos portugueses: quando é que uma questão destas irá a votos (votos, democracia, assim mesmo) na igreja católica romana?

[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]

6 comentários :

  1. Por que se intromete o Ricardo em questões que não lhe dizem respeito?
    Se o Ricardo não é católico, por que se ocupa com estas questões puramente internas da ICAR?

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    1. Tenho a mania da democracia, Luís Lavoura. Ainda por cima quando existe na sociedade portuguesa uma instituição tão grande e poderosa que não é democrática...

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  2. O catolicismo caracteriza-se, pelo menos desde os tempos da reforma, pela obediência a hierarquia, especialmente em questões de doutrina. Não em vão o Papa tem linha direta com o Altíssimo. Não há portanto lugar a votações. Outra coisa é haver pelo mundo adiante muitas pessoas que pensam em si como católicas, quando realmente são protestantes, i.e. interpretam os textos sagrados individualmente, segundo a sua consciência ou razão lhes dá a entender.

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  3. Essa "mania" de pretender impôr sistemas aos outros é tipicamente cristã. Os cristãos é que têm essa obsessão da evangelização. Pelos vistos o Ricardo, não sendo cristão, adoptou o vício cristão em relação à democracia.
    Eu diria que cada grupo se deve governar como quer, pode ou sabe, e que ninguém tem nada a ver com isso.

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    1. Pois claro. Se houver mutilações sexuais em África, ninguém tem nada com isso. Se houver escravatura nos EUA, também não. Se o marido da sua vizinha a espancar até à morte, o Luís Lavoura não vai lá interrompê-lo, pois não?

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