quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pessoas estranhas

O Director de Informação da RTP demitiu-se. A Administração diz que «responsáveis da Direcção de Informação facultaram a elementos estranhos à empresa, nas instalações da RTP, a visualização de imagens dos incidentes verificados após a manifestação em frente à Assembleia da República, no dia da greve geral». Nuno Santos, o ex-director, nega... ou quase: diz que «nenhuma imagem saiu das instalações da RTP» e que «[não autorizou] de forma expressa ou velada a cópia de quaisquer imagens». E demite-se, o que autoriza que se conclua que se não deixou que as imagens «saíssem» da RTP, pelo menos deixou que as «pessoas estranhas» as «vizualizassem».

O assunto interno da RTP é fácil: houve quebra de confiança, logo demitiu-se. Siga.

Resta a questão de saber quem eram as tais «pessoas estranhas». Ora, «a PSP pediu à RTP brutos das imagens recolhidas junto ao parlamento, material que a estação não fornece (...) as imagens que passaram na edição da RTP e RTP informação, do domínio público, foram enviadas à polícia ao final do dia». A PSP não teria interesse em «vizualizar» imagens sem ficar com as respectivas «cópias»: porque sem as «cópias» não poderia haver procedimento judicial. Haverá um serviço do Estado interessado em «visualizar», mas que dispensa as cópias porque não inicia procedimentos judiciais? Que guarda apenas a «informação» da vizualização?

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