terça-feira, 9 de novembro de 2010

ADSE

A alteração do regime da ADSE, de obrigatório para voluntário, é um passo no sentido certo mas um passo torto.
É certo porque num período de cortes orçamentais, é difícil perceber por que é que os contribuintes devem continuar financiar a saúde privada dos funcionários públicos. O Estado deve garantir um serviço de saúde pública a todos, e não deve esvaziar este serviço pagando a saúde privada a uma minoria. Os fundos seriam melhor gastos em melhorar o SNS, por exemplo em áreas com pouca cobertura como a medicina dentária.
Contudo, é fácil prever quem vai abdicar da ADSE, utentes com salários altos (a contribuição para a ADSE depende do salário ao contrário dos restantes seguros privados de saúde) e utentes que pouco usam os serviços, ou seja os poucos que dão alguma rentabilidade à ADSE. Por isso julgo que é um passo torto, correndo-se o risco de se aumentar os gastos com esta saúde privada.