sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Uma corajosa e necessária denúncia das perseguições à ICAR no Portugal do século 21

Enquanto defensor da liberdade religiosa, não posso deixar de assinalar a publicação desta pasta de papel que denuncia as perseguições a que está sujeita a igreja católica no Portugal contemporâneo, perseguições essas que são piores - mas muito piores - do que aquelas a que foram sujeitos os judeus no Portugal do século 16. É portanto particularmente significativo o título escolhido: hoje, os católicos são quinzenalmente queimados na praça do Rossio, mortos nas ruas por turbas furiosas (o livro foi apresentado num edifício do Largo de S. Domingos, onde começou o pogrome de 1506) e, no mínimo, despedidos dos seus empregos (o livro foi apresentado por Manuel Braga da Cruz, reitor da Católica). O entrevistado é conhecido por não publicar nos jornais os seus pontos de vista ultraconservadores e a entrevistadora, bem, é a Zita Seabra.

Deixo-vos com um excerto do livro: capítulos como «Os católicos: uma espécie em extinção?» e «Opus Dei: uma controversa obra de Deus?» permitem formar uma opinião sobre o realismo e a imparcialidade desta denúncia da «nova inquisição».

[Esquerda Republicana/Diário Ateísta]

6 comentários :

  1. Continuem a serem medíocres com esta gentinha...

    Não investiguem, não perguntem, vivam na espuma dos dias...

    Eles já reescrevem a realidade. É o que é este livro: quando a democracia musculada cair na rua são estas "injustiças! que vão ser compensadas...

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  2. O excerto oferecido é suficiente para perceber a canalhice da coisa.

    Uma citação longa (da p. 209) a dar uma justificação perfeitamente ridícula dos papas escandalosos:

    «os maus papas, aqueles que deram um mau exemplo com a sua vida desordenada, com os seus prazeres, com a sua avareza, às vezes até com algum despotismo no exercício da sua função, esses papas fizeram um serviço enorme à Igreja, porque, sendo eles maus, não perverteram nem alteraram nada daquilo que era a doutrina, nem a moral da Igreja. Humanamente, como não tinham nenhuma autoridade sobre eles, poderiam ter dito: «Meus senhores, como não vivo desta forma, vou mudar a lei para que não esteja em contradição, para que a minha vida não esteja em oposição com aquilo que eu digo.» Mas eles sabiam que, enquanto Simão, por assim dizer, eles eram defectíveis, enquanto Simão, eles eram pecadores, enquanto Simão, eles eram homens iguais aos outros, como todos os papas são. Mas não enquanto Pedro: enquanto Pedro eles são aqueles que têm a obrigação de confirmar os irmãos na fé. São aqueles pelos quais Cristo rezou. Como disse Cristo: «Mas eu rezei por ti, para que a tua fé não desapareça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos» (Lc 22,32).»

    Mas a má-fé não devia ser proibida a estes tão grandes cristãos ?!?!?

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  3. Excelente posição tomada! É o que devemos fazer: compartilhar a informação que nos é escondida pela mídia. Parabéns pela iniciativa do Blog!

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  4. Uma óptima leitura para quando se vai à casa de banho.
    Os textos parecem ser escritos pela equipa do Inimigo Público...

    "Mas a má-fé não devia ser proibida a estes tão grandes cristãos ?!?!? -Porfírio Silva"
    Excelente! Vou pegar nesta frase e aventá-la!

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  5. Esta Zita Seabra revelou ser não apenas uma notória vira-casacas ,como um espécime do sabujismo e da subserviência à desonestidade intelectual.

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