segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Três mundividências

Teocentrismo (religião).

Antropocentrismo (humanismo).

Eco-centrismo (ambientalismo).

18 comentários :

  1. Uma perspectiva equilibrada que evita os extremismos:

    http://esquerda-republicana.blogspot.pt/2012/04/o-ser-humano-e-natureza.html

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    1. "Uma perspectiva equilibrada que evita os extremismos."

      Vai-se a ver, e qual é a primeira frase?

      "No que diz respeito à importância relativa do homem face aos outros seres vivos, observo duas posições que considero profundamente erradas."

      João Vasco, tu és único. Deus te abençoe, te conserve e te proteja. Em nome da diversidade.

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    2. Se há coisa que não está a mais nos debates é que as pessoas sejam claras e frontais em relação ao que discordam, justificando essas posições com argumentos.

      Por exemplo: ambos discordamos da posição do Ricardo Alves quanto à questão do aquecimento global. Eu sou "uma espécie única" porque admito discordar profundamente da posição dele?
      Não discordas profundamente também? Não consideras uma posição profundamente errada? Não escreves que consideras a posição dele profundamente errada? O que é que eu faço de tão único?

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  2. Mas nota que isto, sendo um interessante debate ético, está completamente à margem do debate sobre as alterações climáticas.

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    1. Eu sei, mas vem a propósito de não entenderem o que eu quero dizer quando digo que sou humanista.

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    2. Ricardo, o Filipe Moura disse que para ti só o ser humano tinha valor. Tu disseste que sim, porque eras humanista. Eu apenas apontei que antes tinhas concordado que nem só o ser humano tinha valor.

      Quanto à palavra "humanismo" fujo dela (como fujo de "capitalismo" e outras que tais) porque não só existem muitas divergências quanto ao significado dessas palavras, como - e isto é que é grave - muitas vezes não existe consciência dessas divergências.
      As pessoas pensam que estão a falar de uma mesma coisa, quando afinal estão a falar de coisas diferentes.

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    3. Os símios têm valor por serem nossos parentes. Nada mais.

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    4. É uma posição que me provoca alguma curiosidade... Se os símios, e presumo que se refira essencialmente aos Hominidae, tem mais valor para si por serem parentes próximos do homem, considera que o valor de um animal (ou pelo menos de um mamífero, vá) é pelo menos em parte determinado pelo seu grau de parentesco (e portanto potencial enquanto fonte de conhecimento das origens humanas)connosco? Para justificar essa posição, não tem de negar a priori qualquer potencial valor de outras espécies para a nossa auto-compreensão?

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    5. Não nego o valor das outras espécies para a nossa «auto-compreensão». Que raio, eu não defendo que se extingam as baratas porque sim. Só quando entram na cozinha.

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  3. Quanto ao resto: a discussão nos comentários do outro post para mim é definitiva, e eu não tenho mais tempo a perder com este assunto. (Tenho que trabalhar, para poder apanhar aviões...) Registo apenas que o Ricardo Alves tem uma definição peculiar de "humanismo". Para a maior parte das pessoas "humanismo" e "antropocentrismo" são coisas bem distintas. Não necessariamente opostas, mas distintas. (O Partido Humanista não defendia os direitos dos animais, antes de haver o PAN?)

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  4. A posição do Ricardo Alves neste assunto é de facto muito peculiar. Todos os animais são nossos "parentes" , mais ou menos afastados. Assim teria que haver uma gradação de importância, não?

    Por exemplo, não estou certo, mas os golfinhos penso que sejam bastante inteligentes e que estejam ao nível dos macacos em termos de aproximação aos nossos níveis processamento mental.

    No entanto os golfinhos são mais afastados de nós do que os társios.

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    1. Claro que há gradações. Os símios são nossos parentes próximos. Os outros mamíferos muito menos, e tenho muito prazer em tê-los no prato.

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    2. Portanto se bem percebi a tua gradação tem só 3 níveis:

      Homem - todos os direitos
      Macaco - direito a não ser comido
      Todos os outros seres - nenhum direito ?

      Aproveito para deixar esta informação sobre estes animais tão pouco aparentados de nós:
      http://en.wikipedia.org/wiki/Cetacean_intelligence

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    3. Eu substituiria «direito a não ser comido» por «direito a não ser extinto». Mas não quero que retirem daqui que me é indiferente que se extingam espécies animais por dá cá aquela palha...

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  5. Embora o Ricardo Alves não seja (tanto quanto eu sei) criacionista, as posições dele relativas a animais e à natureza e ao lugar do homem no universo aproximam-se muito das dos criacionistas e da direita conservadora republicana ("republicana" aqui no sentido americano).

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    1. Fazes com cada aproximação, Filipe... Não tarda nada vais dizer que eu concordo com o Policarpo que o dia hoje está cinzento...

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    2. O que é te chateia mais: que o que Filipe Moura diz é verdade, ou que o Filipe Moura to recordou?
      :o)

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