sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ai que as máquinas nos vão roubar os empregos

Século XVIII, Inglaterra
A revolução industrial começa a dar os primeiros passos. Tecelagem mecanizadas permitem que um só operário produza tanto como dezenas produziam uns anos antes. Máquinas a vapor executam forças incríveis, para as quais seriam anteriormente necessários vários cavalos ou operários, sem se cansar, queimando apenas carvão.
Começaram aqui os primeiros receios: se basta um operário para fazer o trabalho de 20, o que acontecerá aos restantes 19? As máquinas vão atirá-los para o desemprego, dizia-se.

Século XXI, 2008
A crise financeira, causada pela desregulação e falta de supervisionamento do mercado financeiro, está a estalar - mas nada terá de industrial.
Apesar da constante deslocalização da indústria dos países mais industrializados para o sudeste asiático, os primeiros têm taxas de desemprego historicamente baixas, na ordem dos 5%. Dinamarca tem 3,4%, Holanda 3,1%, Áustria 3,8%, Japão 4%. 
O PIB per capita japonês, por exemplo, é hoje 25 vezes maior do que dois séculos antes, apesar de se trabalharem menos horas e de haver uma menor fração de população activa.

Século XXI, 2012
Ainda há quem acredite que as máquinas estão prestes a roubar-nos o emprego, infelizmente pela mão de um blog de economia, que apesar de muito lido, nem sempre é certeiro.