sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Os 11% mais importantes?

Muita gente não gostará que eu diga isto, mas o debate público sobre o trabalho centra-se excessivamente nos problemas dos funcionários públicos (nesse «centrar» são responsáveis políticos, jornalistas e sindicatos). O que distorce a realidade do trabalho em Portugal, porque se trata de trabalhadores com uma estabilidade laboral e salarial sem paralelo no sector privado, em particular entre os mais jovens.

Convém recordar que os funcionários públicos são apenas 11% da população activa. Os «outros» são  portanto 89%. Mas é mais raro ouvirmos falar deles.

18 comentários :

  1. Centra-se demasiado neles, é verdade.
    Mas centra-se neles principalmente "contra". A direita cria uma imagem completamente disparatada e fora da realidade dos "privilégios" dos funcionários públicos, e depois torna-os os responsáveis por todos os problemas nacionais, mesmo quando os gastos de Portugal com a função pública face ao seu PIB está abaixo da média europeia.

    Nesse sentido, muito do discurso da esquerda centrada nestes problemas é uma resposta.

    Posto isto, há situações em que alguma esquerda deveria atentar no que escreves...

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    1. Eu e o Alberto João, achamos que o camarada Vasco tem razão, que se lixem os 60 ou 89%, amanhã aumentamos os funcionários 30%, tudo em notas de 100 contos de presidentes, que nós somos republicanos isso de reis já era.
      Em vez de gastar 79% das receitas do estado, com salários, pensões e subsídios, vamos gastar 90% ou mesmo 115%, agora é 112% mas tanto faz.
      Começa a imprimir camarada vasco, vamos nessa.

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  2. Não, são 12% a 14% com as autarquias e com as empresas são 16% logo, são uma parte importante da força laboral, 800 mil pessoas dos 4 milhões que ainda têm trabalho e há que conservar esses postos, que representam 20% ou mais de todas as pessoas com emprego, há é que racionalizar os sítios onde trabalham e as suas funções, porque destacar uma professora para o GAVE ou para a biblioteca durante 20 anos porque a sua personalidade foi afectada pela rotina, não é resposta para o problema.

    Agora os 20% de desempregados, que existem de facto e os restantes 60% que vão perdendo o emprego ou indo para os biscates a conta gotas, esses devem ser mais protegidos, pois são a espinha económica da nação, quer paguem os impostos a tempo e horas ou não, ou os paguem via multa e impostos de consumo.

    100 mil de sangria anual, têm efeitos na manutenção da estrutura de pensões e de receitas do estado.

    E já agora ó Alves dos Reys, volta a tua indignação profissional para casos práticos como a FINEX, uma empresa da EFTA e hoje comunitária que muito beneficiou das políticas europeias de comércio e emprego, mas quase nada contribuiu para as mesmas.

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    1. Acho que esta até o João Vasco entende, nã estou a exigir muito da cacholeira dele.

      Finex muito subsídio a fundo perdido, desde o salazarismo aboou, sem deixar guito, entendes?
      Nã?

      Finex 100 trabalhadoras com menos de 60 anos, com anos de descontos 30 a 40 anos, representam menos 200.000 de receitas para a segurança social e 80 a 100.000 para as pensões.
      E vão custar por ano 360 mil no mínimo, agora é repetir isso por cem empresas iguais por ano e 6 ou 7 mil de menor dimensão.
      Não há funcionalismo que resista a esta sangria
      é simplex..excepto pró vasco gonçalves
      a gente dá aumento de 21,2% e pronto arresolve-se tudo

      não há pão nos cestos, nem farinha nas lojas a culpa é dos açambarcadores

      vamos já fazer farinha camarada jão basco

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    2. «são 12% a 14% com as autarquias»

      Vê-se mesmo que não leu a notícia: os 11% já incluem a administração local.

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    3. empresas autárquicas meu...e outras púbicas teu...

      vê satinas pá...per santanás lopez

      aqui a câmara e o funcionalismo dão 14% do pessoal empregado

      mas as empresas púbicas empregam mais 3%

      em termos nazionales

      temos 150 mil no MNE até dou de barato os 60 mil nas unives e politecos
      e os 20 mil em instiputos e similares
      uns 120 mil no SNS

      uns 330 mil nas autarquias e restante aparelho do estado

      dá 600 mil
      mas ainda faltam os transportes
      as empresas municipais de gestão de resíduos
      as das águas municipalizadas

      até em berinjel há um cigano com empresa meu municipalizada

      e beja tem um serviço de transportes urbanos meu

      e évora tem ...Vê-se mesmo que não
      sabes fazer con tásse meu

      as notícias e o INE que nunca souberam quantos trabalhavam para o apparatus que se lixem

      há 12 a 14% basta somá-los....

      por exemplo na covilhã
      quantos trabalhavam em 1980 fora da câmara?

      eram 12...
      hoje são 250....diga as pubicidades em que trabalham e ganhe 150 mil eurros

      Uma das pubicidades é num terreno vendido por 80 mil em leilão estatal em 1983-84 e revendido ao próprio estado parcialmente por 800 mil no mesmo ano

      Vai à hemeroteca e vê os jornaes do crime do ditto ano que logo descobres

      e mim nã é processado por atentado ao pudor de uma empresa púbica...

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  3. os func.publicos nao tem culpa,mas sim dos partidos que nos tem desgovernado ,que querem votos e prometem o que sabem que o pais nao tem
    condicoes para pagar.entao nao sabem quanto recebe o estado de impostos?
    que tem de pagar a educacao a saude e os ordenados,enao sabem gerir o
    dinheiro? fazem orcamentos surrealistas sabendo que o pais esta em recessao , nao e aumentando impostos que se la vai ,nem despedindo os funcionarios,mas sim reduzindo percentualmente os ordenados,dos valores mais altos aos mais baixos,equilibrando despesa e receita,ora se a media de salarios na funcao publica e de 1500euros e no privado cerca de 1000 euros ja se sabe que haveria protestos,mas quer se queira quer nao,mais cedo que tarde ira acontecer,se houver aumento de impostos,havera mais desemprego e custos para a seguranca social,e qualquer dia despedimentos
    no aparelho do estado senao atalharem rapidamente !

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    1. tens razão pá os que gastaram 600 mil euros naquela ciclovia orçamentada em cem são uns santos

      os que me tiraram 150 metros quadrados por erro de cheque cruzado e uns salmonetes também são finos

      o excelentíssimo almirante que meteu 1 milhão no bolso a consultar submarinos

      ou os generais da pandur eram todos bons rapazes e horados funcionários

      tamos nessa

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  4. Quando se leva em conta a formação académica, o prémio salarial dos funcionários públicos era de 4%, e isso era antes dos mais recentes cortes.
    Ou seja, a média de salários no público é mais alta porque embora um médico/professor/advogado/etc. ganhe menos no público que no privado, este tipo de profissões são uma maior percentagem da função pública do que da mão de obra privada.
    Portanto, de acordo com o último estudo o "prémio" atendendo à formação era de 4%.
    Possivelmente já é negativo, será necessário um estudo mais recente.

    Ora vejam:
    http://www.bportugal.pt/en-US/BdP%20Publications%20Research/wp201201.pdf

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    1. um professor ganha menos no público?

      a sério?

      já deste aulas no val'ss'assina
      só se fore no colégio modernaço...

      o advogado aqui do bloco ganhava menos a pescar ameijoa que o procurador do tribunal do trabalho

      e o procurador só tinha 37...
      ele afogou-se aos 42 no privado creio...

      mas tá bem

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  5. O foco nos funcionários públicos, está directamente ligado ao peso dos vencimentos destes na despesa pública corrente do estado. Qualquer medida tomada neste universo, tem consequências relevantes no controlo da despesa pública, apesar dos ganhos de eficiência na administração pública serem possíveis e desejáveis, face ao impacto que poderão vir a ter no controlo da despesa, não são menos importantes as reformas que estão a ser implementadas noutros sectores.

    Depois há a questão dos salários dos funcionários públicos serem pagos pelos impostos suportados pelos restantes 89%, o que dá muitas vezes às pessoas uma ideia de que podem criticar livremente sem ter em conta as especificidades próprias deste complexo e diverso e heterogéneo universo.

    Não vou entrar em mais pormenores, para não acirrar confrontos que não fazem sentido nenhum, e como sabemos nas empresas privadas também há muita falta de produtividade, especialmente aquelas que dependem directamente das PPPs.

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  6. Carlos Miguel Sousa,

    O peso dos vencimentos dos funcionários públicos em relação ao PIB nacional é baixo quando comparamos com a realidade europeia. Claro que é bom que existam "ganhos de eficiência" no que quer que seja, mas isso não quer dizer que seja justa a ideia de que os males do nosso país sejam causados por uma função pública privilegiada, porque isso é simplesmente falso.
    Os funcionários públicos são pagos por todos os portugueses que pagam impostos, mas isso é verdade para qualquer despesa do estado, da mais irrelevante à mais significativa, por isso isso não nos diz nada a respeito da relevância das condições laborais da função pública para os problemas nacionais.

    Posto isto, eu até concordo com a reforma que tinha sido feita de acordo com a qual os funcionários públicos que não eram necessários num determinado serviço poderiam passar para uma "bolsa" de onde poderiam existir recrutamentos para os serviços onde faltasse mão de obra. Aparte desta questão, as condições laborais, as remunerações, os custos totais, etc. dos funcionários públicos não são fora da norma em relação à realidade europeia (a não ser na medida em que são piores, mesmo face ao PIB).

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    1. 150 mil profes e técnicos investigatóriuns a 2000 x14 meses dá

      4200.000.000 em 170 mil milhões uma gota de água

      os 120 mil do SNS a 40 eurros por ano idem

      tudo junto com as pensã ões e subsídios
      nem a 70% chega

      comparado com a % do PIBE da Argentina é bué...
      da Albânia idem...

      o camarada vasco bateu com os cornos hoje? ou a calculadora pifou?



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  7. Um post aqui no ER sobre este assunto do qual me lembrei agora:

    http://esquerda-republicana.blogspot.pt/2011/09/percentagem-de-funcionarios-publicos-na.html

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    1. http://esquerda-republicana.blogspot.pt/2011/09/percentagem-de-funcionarios-publicos-na.na? merda?

      www.bportugal.pt/en-US/BdP%20Publications%20Research/wp201201.pdf

      merda público 5,3 privado 3,4 diferencial 36,6%

      x““““yz{š’”“|} x~““ŽŽ|•Ž€‘Ž‚ƒ†‡|„‚„‘‚ŒŽ“~‘}‚Œ•“‚’……|€ˆ{xy”‘‘‘zšŒ“{|} x~š‘‘‘|’•‘Ž€‚ x““yŽŽšzŒ’{š”|} x~“ŒŽŽ|••€‘‚ xy“““zŽ““{|} x~““““|’•€‚ › xœ‰‡žy€~…€~‚™{{‹|‚€…y~}…|Ÿ‚€˜€{ Œ’Œ”Ž•Œ‘•ŽŽ š

      bolas se fizeres um serviço tã bom lá no teu instiputo

      já deves tar garantido para 2157...

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  8. Num estado que consome mais de 50% do PIB e a função pública portuguesa tem uma massa salarial equivalente a 14,5% do PIB, tirando a malta da refer, da carris, das águas cá do bairro, do tratamento de resíduos e do centro cultural reconquista fascista ou anarquista tanto faz que é pago pelo estatum...mais os salários do pessoal da solidariedade bombeiros voluntários agremiações ecológica e culturais, mesmo sem contar estas extra, que contam mais uns 4 a 5% do PIB,
    estamos acima da média na Zona Euro de 11%.
    A Dinamarca ou a Suécia que nos superam, consideram gastos com funcionários púbicos, os da REFER e CP e Carris e outras tantas empresas de transportes lá da zona

    Ou ao estylo do Jã Bascus:
    The Public Transport System
    Denmark has one of the most developed public transport systems in the world with an effective infrastructure - and especially Copenhagen has a network of reliable and efficient transport carriers and operators that can take you from A to B in no time - whether its by the public S-train system - the many Bus-lines or Metro Ring you will always be transported in a well-organised way.

    Copenhagen-Portal.dk
    The S-Train sis thema oferece uma mancha salarial equivalente a um maquinista da CP
    gastavam em 2002 4% do PiBe em salários para o sistema de transportes para os planeadores do transporte e para os gabinetes dos ministérios associados


    Ao todo, há em Portugal cerca de 663 mil (em 2010)...agora haverá menos, mas não se incluem nestes as dezenas de milhares nas empresas públicas municipalizadas ou não...

    Pecebido ó Alves dos REYS?
    ós restantes jãbaskistas nim bale a pena...
    só tive um puto de 23 assim tã burro...
    e ele pelo menos já cortou as rastas e toma banho regularmente ...

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  9. Min. Educação (***) 200 770 197 082 199 033 203 478 em 2009....
    salário mínimo 475 ,,,máximo 7 a 14000 em 2009
    média 1843 eurros em 2005

    é só fazer as con tásse?

    Min. Ciência Tec. Ensino Sup. 39 816 38 689 39 059
    39 519

    Min. Saude (**) 113 033 100 364 96 825 94 099

    6000 médicos na reforma no privado ....e tarefeiros con tratados em apenas 4 anos...

    Min. Defesa Nacional 49 555 46 421 44 304 44 870

    Org. de Soberania e Independentes (*) 13 727 14 128 13 693 13 626

    Min. Justiça 19 746 17 133 17 004 16 870 3,5 3,2 -13,2 -13,9 -14,6
    Min. Ambiente Ordenamento Território de 4700 para 3700 no fim do socratristão..

    Min. Agricultura Des. Rural e Pescas 11 165 8 687 7 882 7 356

    esta foi uma das grandes obras do socratismo acabou com gabinetes que pouco faziam pela agricultura

    infelizmente não criou nenhuns que servissem pra qualquer merda

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