terça-feira, 10 de julho de 2012

Continua o debate sobre a circuncisão

O Público tem um artigo bem documentado sobre a circuncisão que vale a pena destacar.

Primeiro, quanto à questão médica.
  • «Por razões de saúde (a higiene era o argumento invocado), foi defendida nos Estados Unidos, onde nos anos 1980 cerca de 80% dos rapazes eram circuncidados. Esta percentagem tem vindo a descer, com 57% em 2008. Nos EUA, tem havido um debate sobre os benefícios da prática e um movimento cada vez maior que a questiona (os "intactivistas" que tentaram proibir as circuncisões de bebés), à medida que surgem notícias de mais benefícios de saúde (menos transmissão do vírus HIV em relações heterossexuais em homens circuncidados, o que levou a uma recomendação da OMS, uma possível diminuição do risco de cancro da próstata; nenhuma suficiente, no entanto, para a associação americana de Pediatria passar a recomendar o procedimento).»
Segundo, quanto aos dogmas religiosos.
  • «A circuncisão é praticada nos antigos rituais religiosos muçulmanos e judaicos. Não está referida no Corão, mas é considerada a marca da entrada da criança na comunidade, e é feita em geral entre os 2 e os 5 anos de idade. Já entre os judeus está definida na Torah: deve ser feita ao oitavo dia de vida.»
Finalmente, quanto aos fantasmas invocados por um rabi.
  • «"A decisão de Colónia é talvez um dos mais graves ataques à vida judaica na Europa no mundo pós-Holocausto"».
Portanto, proteger a integridade física das crianças é, do ponto de vista deste senhor, «atacar» o judaísmo. Mutilar crianças sem qualquer razão médica não deve ser «ataque» algum, na perspectiva dele.