- «It is clearer every day that the people of this country have been colossally scammed. The bankers who crashed the economy are richer and fatter than ever, on our cash. The Prime Minister who promised us before the election “we’re not talking about swingeing cuts” just imposed the worst cuts since the 1920s, condemning another million people to the dole queue. Yet the rage is matched by a flailing sense of impotence. We are furious, but we feel there is nothing we can do. Yet the rage is matched by a flailing sense of impotence. We are furious, but we feel there is nothing we can do. There’s a mood that we have been stitched up by forces more powerful and devious than us, and all we can do is sit back and be shafted.(...)
domingo, 31 de outubro de 2010
Revista de blogues (31/10/2010)
sábado, 30 de outubro de 2010
Revista de blogues (30/10/2010)
- «Vitor Cardoso e Luís Oliveira e Silva, do Departamento de Física do IST, foram reconhecidos pelo European Research Council como cientistas excepcionais. Ao primeiro foi atribuída uma ERC Starting Grant no valor de cerca de um milhão de euros e ao Luís foi concedida uma distinção normalmente referida como o Nobel europeu: uma ERC Advanced Grant, no valor de 1.6 milhões de euros. Estas bolsas reconhecem explicitamente o trabalho de excepção realizado por ambos os docentes do IST mas reconhecem implicitamente que Portugal, após alguns anos de investimento em I&D, começa a afirmar-se internacionalmente pela qualidade dos seus investigadores (e docentes universitários). (...) Aliás, o que nesta altura de crise nos deveria interrogar é a razão porque estes profissionais não conseguem inserir-se de imediato no mercado de trabalho nacional ou porque razão é por vezes tão difícil a penetração em Portugal de empresas nacionais inovadoras, fundadas por «cérebros» que não fogem. (...) Numa altura em que o país está refém das discussões sobre o Orçamento, importa vincar o que escrevi em Agosto de 2009, é necessário «continuar as políticas de qualificação da mão de obra, investimento em ciência e em inovação (...) Mas importa sobretudo que essa reforma permeie mentalidades e que deixemos de uma vez por todas, como sociedade, como Portugal que somos todos nós, de objecções à Velho do Restelo, de queixumes 'No, we can't'. Porque sem fazer nada de facto não vamos lá!»» (Palmira Silva)
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Cavaco e Alegre, ou o homem-estátua e a mudança necessária
No dia 23 de Janeiro de 2011, vamos escolher se queremos mais cinco anos de Cavaco, ou se queremos mudar. A única hipótese viável de mudança é Manuel Alegre.
Cavaco Silva fez na terça-feira um discurso vazio e monocórdico, típico de alguém que nunca correu riscos, também não quer arriscar desta vez, e vai fazer o número do homem-estátua durante os próximos três meses. Em campanha, limitar-se-à a passear a sua presidencial pessoa, com ou sem bolo-rei na boca, sem se comprometer com nada e insinuando sempre que se não fossem os «avisos» dele «isto estaria muito pior». Não assumirá a sua parte de responsabilidade nos nossos problemas actuais, e não explicará se pensa que a nossa relação com a União Europeia tem que ser repensada, se suspeitava ou não que os seus amigos Dias Loureiro e Oliveira e Costa metiam ao bolso o dinheiro do BPN, ou se enviou Fernando Lima à Avenida de Roma de dossiê na mão para plantar uma notícia falsa num jornal.
Historicamente, os presidentes reeleitos são sempre mais activistas do que no primeiro mandato. Cavaco entre 2011 e 2016 estará à vontade para desinibir a sua faceta autoritária e conservadora, e não é por acaso que a direita mais clerical desistiu discretamente do seu candidato alternativo. Cavaco poderá exercer com leveza todos os poderes que lhe pesavam no primeiro mandato, dos vetos presidenciais à «magistratura activa» que já promete, contra a «magistratura de influência» habitualmente associada ao cargo presidencial. E, se Passos ganhar umas quaisquer legislativas em 2011, a direita terá todo o poder, da Presidência às autarquias, passando pelo Parlamento e pela Madeira.
Manuel Alegre, pelo contrário, não esconde o que pensa. Assume, compromete-se, conhecemos o que pensa e o que faria. O que é um defeito e uma qualidade. Uma qualidade porque a cidadania democrática passa justamente por votarmos em políticos que disseram o que fariam e farão o que disseram, e não em personagens opacos que escondem o que pensam e farão. Um defeito porque o que fez e disse nos cinco anos desde a última presidencial lhe criaram resistências na esquerda do BE e na direita do PS.
Portugal necessita de uma mudança. Com novos protagonistas políticos. Já defendi, e mantenho-o, que o PS não deveria apresentar José Sócrates nas próximas legislativas. E, na raiz da crise, está uma União Europeia que não pode continuar a funcionar com um Parlamento Europeu sem iniciativa política, Tratados blindados a políticas sociais, um Banco Central Europeu que empresta dinheiro aos bancos mas não aos Estados, e uma Comissão Europeia exclusivamente nomeada pelos grandes Estados. Manuel Alegre é o único político de relevo nacional que tem mantido um discurso de crítica moderada e construtiva da União Europeia, e alguém que num momento de crise garante mais apego ao Estado social do que qualquer José Sócrates.
Na eleição presidencial, poderá ficar tudo na mesma. Mas o que é necessário é mudança.
A proclamação da República na Moita
A tal República que os monárquicos nos querem convencer que foi implantada «por telégrafo» para uma população que fora de Lisboa lhe era indiferente, foi proclamada na Moita por uma vereação maioritariamente republicana (há outros casos semelhantes, como Aldegalega, Loures, Grândola...).
- «Na noite de 3 para 4 de Outubro, os revolucionários da Moita e de outros concelhos ribeirinhos aguardavam o sinal do início da revolução, dado pelos tiros de canhão da fragata S. Gabriel e do navio Adamastor, fundeados no Tejo. Na Moita iniciaram-se logo as actividades revolucionárias com a tomada da Escola de Torpedos de Vale de Zebro, em conjunto com os revolucionários do Barreiro. Depois, cerca das 4 horas da manhã, ao som de foguetes e morteiros, içaram a bandeira republicana na varanda da Câmara Municipal da Moita e proclamaram a República no concelho. Finalmente, chega à Moita a notícia que a vitória republicana estava consumada e a implantação da República assegurada, com muita alegria e regozijo do povo que se juntou, aclamando a Junta Revolucionária local. Na sessão de Câmara, realizada no próprio dia 5 de Outubro, os seus membros deliberaram a confirmação da implantação da República na Moita, congratularam-se com o Governo Provisório formado, decidiram alterar os mais importantes topónimos da vila, entre os quais a rua do Cais passaria a designar-se rua 4 de Outubro, mas que até hoje permanece com a designação de rua 5 de Outubro, defendendo Victor Manuel que se faça justiça ao topónimo tal como consta na acta de 5 de Outubro de 1910.» (Jornal «O Rio», via Almanaque Republicano)
Texas!
Hoje um condutor de autocarro viu "um homem com uma AK-47" aqui no campus e a polícia andou a sobrevoar a universidade com helicópteros. Hoje não houve tiros, mas um dia vai ser a sério: cristãos fundamentalistas, sexualmente reprimidos, infelizes e armados até aos dentes, são extremamente perigosos, como o demonstram as estatísticas. Ainda por cima Rick Perry, o tea-bagger que vai ser reeleito governador do Texas, um idiota capaz de qualquer coisa por uma nota de vinte, conhecido por não ter quaisquer convicções (para além da certeza absoluta que a Terra tem 6 mil anos), acha que a solução é armar os alunos.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Abuso policial: cada vez pior
Na minha ingenuidade, pensava que a polícia só revistava suspeitos de crimes graves. Fiquei agora a saber que a PSP de Lisboa acha justificável mandar despir quatro raparigas adolescentes para procurar «armas de fogo ou brancas» e «drogas», se as detidas foram apanhadas a pintar um mural. O abuso policial, neste caso, pode mesmo ser perseguição política...
Revista de blogues (28/10/2010)
- «Portanto, e para terminar, que a conversa já vai longa, Salazar nunca foi um democrata cristão, nem nunca aderiu aos ideais da democracia cristã, nem antes nem depois da sua entrada para o governo. Apesar da relativa heterogeneidade do pensamento político cristão, sempre houve na matriz do movimento alguns princípios que Salazar nunca respeitou: a natureza democrática do poder, a solidariedade social apoiada em políticas sociais distributivas, enfim, a liberdade.
A única coisa que Salazar concedeu, já na década de 20, foi pôr a questão do regime entre parênteses e lutar pelos direitos da Igreja na República: mas os direitos da Igreja pelos quais Salazar lutava, nada tinham a ver com os ideais da democracia cristã, que, como se percebe pela exposição antecedente, sempre foi durante o século dezanove, nos primórdios do século XX, durante a Primeira Guerra e entre as duas guerras, apesar - insisto - da sua relativa heterogeneidade, um movimento circunscrito aos sectores mais progressistas da Igreja.
Obviamente, que Salazar não era um ditador igual a Hitler, nem a Mussolini, não obstante as simpatias que por eles nutria. Salazar era um autocrata atrasado e retrógrado que sempre teve como única preocupação política a conservação do poder, para, por seu intermédio, orientar, condicionar e dirigir a sociedade atrasada que nos legou .» (Correia Pinto)
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