«[...] [É] um facto que a "inventona" das escutas a Belém foi gerada, na Presidência da República, por Fernando Lima, um homem-forte do Presidente e utilizou o jornal ‘Público’, dirigido por José Manuel Fernandes [...]
[S]e, em tempo útil, o Presidente da República não se pronunciar sobre o assunto, mostrando-se à altura do cargo e das responsabilidades que os portugueses lhe confiaram, não há outra saída que não seja a resignação. O Presidente da República está "acusado" de promover uma conspiração contra outro órgão de soberania, enquanto prega a cooperação institucional entre Belém e S. Bento. Ou prova, ou se demarca, sem equívocos, ou resigna [...]
Quem adopta estas práticas perde todas as hipóteses de continuar a exercer uma magistratura de influência na sociedade e não será mais aceite como Presidente de todos os portugueses. O assunto é muito grave. Não deve ser dramatizado mas, por outro lado, não pode ser minimizado. [...]»
[Emídio Rangel | Correio da Manhã --- 19 Setembro 2009]
«[...] Perante, os estilhaços do escândalo – no meio da contenda – o PR, ao demitir Fernando Lima, pretende iludir ou encerrar o caso.
Todavia, se lermos o e-mail trocado entre o Público e o correspondente Tolentino Nóbrega, vemos lá "escarrapachado" que esse reivindicava agir sob a supervisão do PR. Aliás, não podia ser de outra maneira. Os assessores não têm autonomia política para actuar.
Não é fácil, portanto, o PR basear-se em formalismos orgânicos para atirar sobre Fernando Lima todas as responsabilidades. A demissão do assessor é um claro indício de que nem tudo corre bem em Belém. Há algo de putrefacto neste imbróglio. [...]
Surpreendido, nas suas manobras conspirativas, pretende passar por inocente o que, pelos dados vindos a lume, não corresponderá, verdadeiramente, ao sucedido. Todavia, tem o direito e o dever de fornecer explicações cabais aos portugueses. Não o fez de livre vontade. [...]»
[e-pá! | Ponte Europa --- Setembro 22, 2009]
Atira-te ao mar
Há 7 minutos

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