quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Supracomandante Angela

Apesar de um dos PIIGS, a Espanha, ter tido melhor execuções orçamentais (tanto défice como dívida) do que a Alemanha durante 7 anos consecutivos, isso não tem impedido Angela Merkel de reduzir as causas da actual crise do Euro às más execuções orçamentais alheias.
A chanceler há poucas semanas arrogava-se até ao direito de sugerir políticas microeconómicas ao estilo alemão que, independentemente das suas possíveis virtudes, foram decisões do foro interno dos países membros.
Ontem a chanceler nomeou um dos seus boys para presidente do Bundesbank, o banco central alemão, fazendo orelhas mocas do mandamento número um da política económica que a Alemanha defende há décadas: uma forte independência dos bancos centrais.