quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Subcomandante Louçã

Ainda o Bloco dava os primeiros passos e uma militante de base me contava que na freguesia dela, uma freguesia urbana onde o Bloco tem mais implementação, havia algumas pequenas querelas pessoais para decidir o candidato à junta.
Mais recentemente tivemos o tirar de tapete a Sá Fernandes, problemas com a justiça da única autarca do BE, a falta de consulta interna sobre o apoio à candidatura de Manuel Alegre, os obstáculos colocados à oposição interna quando esta quis convocar uma convenção nacional, etc. O Bloco era um partido que até há pouco fingia não ter um líder claro na sua hierarquia e ainda só tem um "coordenador da comissão política", apesar de Louçã ser o político que há mais tempo está à frente de facto de um dos 5 maiores partidos e da sua foto estar omnipresente na página do Bloco.
O recente anúncio da moção de censura provou ao mais ingénuo, ferrenho e distraído militante do Bloco que o Bloco é um partido como todos os outros, não só pela jogadinha política implícita no anúncio mas pela decisão ter passado ao lado da Mesa Nacional do partido (o que já levou a várias demissões).
Não vejo isto como algo grave, antes pelo contrário. Talvez deixe a altivez e contribua para convergências à esquerda.