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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A peste islamofascista


Ontem à noite, na Universidade Livre de Bruxelas, a laicista Caroline Fourest foi impedida de falar por provocadores islamistas. Cenas como esta são, infelizmente, cada vez menos raras na Europa. Os radicais islamistas pressionam, intimidam, condicionam comportamentos. Para eles, laicidade é «islamofobia».
Note-se que os selvagens do vídeo incluem algumas mulheres de cara tapada que gritam «burca/bla/bla».

[Esquerda Republicana/Diário Ateísta]

sábado, 26 de junho de 2010

Deixem a polícia trabalhar

O Vaticano está «indignado» porque a polícia belga se atreveu, veja-se lá, a recolher provas sobre casos de abuso sexual de menores e respectivo encobrimento.

Não entendo. Não são os próprios católicos que insistem que a ICAR é uma «instituição humana», e portanto «falível»? Se assim é, estão sujeitos à justiça humana como qualquer outra instituição.

Deixem a polícia trabalhar. Quem não deve, não teme.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Cissiparidade

Sou ambivalente quanto a fenómenos como o independentismo da Flandres. Os povos têm direito ao seu próprio Estado, é claro (embora nem todos concordemos no que constitui um «povo»). Por outro lado, sentimentos como a obsessão pelas raízes, a glorificação da língua materna, a hostilidade aos vizinhos ou o egoísmo fiscal dos ricos nortistas que não querem sustentar os sulistas que falam outra língua, são outras tantas paixões que em política me parecem pouco aconselháveis.

Psicologicamente, flamengos e valões já estarão divorciados há muito. Ontem deu-se mais um passo para formalizar a separação. Quando os separatistas atingem os 45% na Flandres (incluindo o maior partido nacional, com 30% localmente), a questão pode ter deixado de ser o «se» para passar a ser o «quando».

O que acontecerá, presume-se, sem dramas. Mas uma Europa que em duas décadas viu surgir dezassete novos países não parece parar num processo que, lá por 2030, talvez nos aproxime das setenta bandeirinhas nacionais. Quem sabe não ficaremos por aí: o sonho de muitos é fazer de cada bairro ou aldeia um Estado independente.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Bélgica proíbe os véus integrais

O parlamento belga votou ontem favoravelmente a proibição dos véus integrais. Passa a ser crime uma pessoa apresentar-se em locais públicos com «a cara coberta ou dissimulada total ou parcialmente, de tal forma que não seja identificável». A pena por infracção será uma multa ou mesmo a prisão de um a sete dias.

Evidentemente, a lei é motivada pela escalada do islamismo radical - do qual os véus são a bandeira e o instrumento. A lei pretende ser um sinal de que não é aceitável o papel reservado para as mulheres nas interpretações mais fundamentalistas do Islão. De que a igualdade de direitos entre homens e mulheres não é restrita às mulheres brancas ocidentais. E de que o respeito pela liberdade individual não significa tolerar o aprisionamento de mulheres em prisões ambulantes.

Escrevi abundantemente sobre este assunto, por exemplo aqui, ali e acolá. Há testemunhos de mulheres muçulmanas e ex-muçulmanas que defendem a proibição. E das que são espancadas por o retirar. Devem ser ouvidas.

Mas o melhor é mesmo dar a palavra a uma proponente da lei. A Associação República e Laicidade publicou, também ontem, a tradução de um artigo de uma deputada belga de origem muçulmana chamada Fatoumata Sidibé. Leia-se: «Declaro que o véu é o símbolo de um projecto político totalitário».

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Fatoumata Sidibé tem Raison

Um dia depois de a Bélgica ter dado um primeiro passo para proibir os véus integrais, vale a pena dar voz a Fatoumata Sidibé, uma deputada belga de origem muçulmana que defende a proibição da burca. Fica um extracto de um artigo seu, aqui divulgado recentemente.
  • «Eu, cidadã belga de cultura muçulmana, originária do Mali, um país muçulmano a 90% onde a religião influencia fortemente as leis, regulamentos e diferentes aspectos da vida quotidiana, onde certos costumes e tradições retrógradas perpetuam as discriminações das mulheres, onde mais de 80% das raparigas são vítimas de mutilações sexuais, onde a poligamia é legal, onde os casamentos forçados são impostos às jovens, onde em matéria de herança as mulheres são atingidas pela desigualdade, onde, desde a mais jovem idade, se ensina às raparigas que o seu destino é sofrerem, resignarem-se, submeterem-se, casarem-se, fazer filhos e honrar a família,
    Eu, vinda de um país onde o integrismo islâmico ganha terreno trazendo como corolário a proliferação do uso do véu
    (...)
    Declaro que nem todas as mulheres veladas são submissas, e que nem todas as mulheres que usam os cabelos ao vento são livres e emancipadas, mas que as raparigas e mulheres que usam o véu por pertença cultural, convicção religiosa, ou porque as proíbem de o usar, não retiram nada ao significado político deste véu sacralizado pelos islamistas e imposto pelo proselitismo dos auto-proclamados procuradores de Deus. Aquelas que avançam o argumento de que "é a minha escolha" deveriam ter a decência e a «sororidade» de reconhecer a opressão daquelas que não têm escolha.»
Note-se que Fatoumata Sidibé não separa a sua hostilidade aos véus dos combates que tem travado contra o patriarcado, a violência doméstica, a misoginia,  a falta de acesso à contracepção, a homofobia, e a  favor da laicidade, do feminismo, e da igualdade entre homens e mulheres.