segunda-feira, 14 de maio de 2007

Revista de blogues (14/5/2007)

  1. «Como foi internacionalmente mostrado através de imagens televisivas e fotos (...), Ramos Horta foi votar na segunda volta das presidenciais vestindo uma camisa branca suficientemente aberta para deixar ver uma t-shirt com a imagem de Cristo estampada. É de calcular que tenha sido um mero acaso, ou seja, aquela t-shirt era, pura e simplesmente, a que estava por cima quando ele abriu a respectiva gaveta. Hoje, pelo Público, fiquei a saber o que, por acaso, não sabia: isto é, que num discurso em 23 de Março o então candidato presidencial timorense tinha defendido que, numa próxima revisão constitucional, a Lei Fundamental daquele novo país venha a incluir "uma referência significativa a Deus, aos valores morais e espirituais que Ele nos ensina, porque Ele é a definição do que é puro e justo em todo o Universo".» («Ramos-Horta, a t-shirt e a Constituição», n´o tempo das cerejas.)
  2. «Para o AAA, não há equívoco possível: O Liberalismo assenta mesmo na constante reflexão visando a pertença a uma tradição. Com esta posição, ele até pode levar alguém a crer que o Liberalismo afinal não assenta na neutralidade do estado perante as convicções religiosas e tradições da sociedade. Esta noção avançada pelo AAA, que é conhecido em certos círculos pelas suas frequentes referências a Salazar [1], [2] e Josemaría Escrivá [3], parece-me que é uma projecção gratuita, infundada, e dispensável, das suas convicções pessoais, para o Liberalismo enquanto ideologia política. Ora o Liberalismo, como eu julgo e sempre fui levado a entender que ela é, não assenta na pertença a uma tradição, mas sim na garantia da liberdade de o fazer ou não. Cabe ao indivíduo decidir se deve ou não investir a seu bel-prazer na constante reflexão e construção da pertença a uma tradição moral ou religiosa, mas o liberalismo não assenta nem nunca pode ser dependente, da confirmação de tal acto.» («Opus Liberal», no Blogue Liberal Social.)