segunda-feira, 11 de março de 2013

O centro nevrálgico do governo

No governo anterior, não havia dúvidas (ao que me garantiam): ou se estava por Sócrates, ou contra Sócrates. O governo era Sócrates e Sócrates era o governo, e quem dissesse o contrário não percebia nada (ao ponto de hoje ainda haver umas camélias que andam a chorar o defunto, enquanto outras ainda o tentam «derrubar»... quase dois anos depois).

No actual, é tudo mais confuso. Há quem diga que quem manda no governo é Herr Gaspar, enviado da tróica à terra lusitana, e outros que jurem que é Relvas, o «pequeno Torquemada de Tomar(*)» (é um caso de estudo como se tornou tão odiado). Finalmente, há ainda à esquerda quem prefira atacar Portas, o estadista sénior que será o «elo fraco» do governo.

Ah, e consta que ainda há quem acredite que Passos Coelho manda naquilo. Como, ninguém sabe, porque é frequente baralhar-se nas frases de tal modo que os mais atentos entram em pânico e suspeitam que o sr. Primeiro Ministro não tem as ideias arrumadas ou, pior, nem sequer consegue arrumar as palavras com que se «exprime».

Seja como for, nenhum governo fez tanto mal a este país depois de Marcello Caetano.

(*) Expressão com direitos de autor de um assessor do actual governo.