quinta-feira, 23 de maio de 2013

O choque dos fascismos

No final do século passado, Huntington falou no «choque de civilizações», mas o que nos saiu na rifa aqui na Europa do início do século 21 é cada vez mais um choque de fascismos.
De um lado, os islamofascistas que tranquilamente degolam um soldado na rua; do outro lado, os etnofascistas que atacam imediatamente mesquitas. Os primeiros deram-nos os atentados indiscriminados de Atocha e Londres; os segundos, o massacre direccionado de Utoya e o assassinato selectivo de imigrantes muçulmanos. Ambos recorrem ao suicídio como forma de propaganda política. Uns gostariam que todos nos convertêssemos ao Islão; os outros, que expulsássemos todos os muçulmanos e mais uns tantos.  Mobilizam multidões de jovens furiosos e violentos, que desfilam para provocar o outro lado (tal como nos anos 30). Os de fora são vigiados pelos serviços secretos; os de cá, aparentemente são protegidos. Não pedem exigem nada que seja possível conceder sem criar problemas maiores.
Entre a peste e a cólera, não há que escolher, não há que hesitar, não há que vacilar: todos merecem o nosso repúdio, e a sua estúpida estratégia de radicalização mútua deve ser combatida de todas as formas legais possíveis.