sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sobre a polémica do «desrespeito» a Relvas, apraz-me dizer o seguinte

No estertor do cavaquismo, houve dirigentes do PS envolvidos nas operações do «bloqueio da ponte» - que tinham as mesmas características de «desobediência civil» (pacífica) que tem a presente fase dos protestos contra o governo. Aliás, passar na ponte 25 de Abril sem pagar era (e é) uma ilegalidade, e os actuais protestos (já conhecidos como «grandoladas») não envolveram (até agora e que eu saiba...) nenhuma ilegalidade.

Portanto, «grandolemos»...

3 comentários :

  1. Portanto, o facto de dirigentes do PS terem estado envolvidos em certas coisas há vinte anos atrás implica que o PS atualmente tome posições idênticas? Não vejo bem a lógica desse raciocínio, mas enfim...
    Ademais, parece-me casos muito distintos. Num caso temos o boicote ao pagamento de uma taxa. Noutro caso temos o boicote a uma reunião pacífica de alguns cidadãos. No primeiro caso não está em causa qualquer liebrdade fundamental, no segundo caso está em causa a liberdade de reunião.

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    1. Caso não se recorde: na ponte limitou-se a liberdade de movimentos de centenas de milhar de pessoas. Não havia Vasco da Gama. Para passar da Trafaria para Belém de carro tinha que se dar a volta por Vila Franca. Sim, era uma limitação à liberdade. E não me lembro que na altura o escândalo tenha sido tão grande como agora com meia dúzia de gritos.

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    2. A liberdade de movimentos não é, penso eu, qualquer liberdade fundamental.
      Aliás, a liberdade de movimentos continuou a existir. Não é por não existir uma estrada, ou uma ponte, ou seja o que fôr, que se pode dizer que a liberdade fundamental foi coartada.

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