segunda-feira, 18 de maio de 2009

Europa em paz? (2)

Depois de uma canção dedicada à amizade franco-alemã, continuamos hoje a nossa volta à Europa com uma canção dedicada à várias vezes centenária amizade anglo-irlandesa.

A guerra da independência da Irlanda ainda não acabou realmente. Entre 1969 e 2001, morreram mais de três mil e quinhentas pessoas na Irlanda do Norte, na violência entre comunidades religiosas que se odeiam visceralmente. Desde 1998 que existe uma paz tensa, mas a segregação entre comunidades não mudou. Esta paz parece um intervalo causado pelo cansaço. Em qualquer dos casos, dificilmente se poderá dizer que o actual período de paz se deve à União Europeia.



«Sunday Bloody Sunday» (1983): canção de protesto irlandesa sobre um massacre em Derry, em 1972 (quando soldados da democracia britânica dispararam sobre civis desarmados, matando 14), e sobre os confrontos de 1920 (quando o assassinato de agentes britânicos por independentistas irlandeses levou os britânicos a metralhar uma multidão que assistia a um jogo de futebol).

6 comentários :

João Moutinho disse...

Para vocês, ausência de Religião não significa necessariamente a Paz mas esta só é conseguida com o laicismo presente. Estes jacobinos...

Pedro Fontela disse...

A amizade luso-britânica também dava para umas canções menos simpáticas... a pérfida Albion que recusamos denunciar por medo a fantasmas...

Ricardo Alves disse...

Para denunciar a pérfida Albion temos o hino nacional: «Contra os bretões/Marchar, marchar»...

Ricardo Alves disse...

João Moutinho,
o problema de fundo da Irlanda do Norte é a incapacidade das pessoas das duas comunidades religiosas saírem dos guetos respectivos e interagirem umas com as outras. O que só seria possível com mais laicismo, realmente. Por exemplo, deixarem de ter escolas segregadas pela religião. Neste momento, as crianças protestantes vão à escola protestante, as católicas à escola católica, etc. E isso perpetua a animosidade geração após geração.

Joao disse...

Ter de dar o braço a torcer nem sempre é fácil....
Mas se virmos a Alemanha, Holanda, Albânia havemos de reconhecer que a diversidade religiosa não é necessariamente causa de animosidade.
Na questão das escolas, e por muito que me custe, tenho de lhe dar razão.

Anónimo disse...

só haverá paz quando o Ulster voltar a pertencer ao seu legítimo dono... o Eire!