quinta-feira, 4 de abril de 2013

Revista de blogues (4/4/2013)

  • «Conheci Miguel Gonçalves num desses colóquios sobre “observação de tendências” a que acedo, com vaga relutância, por razões profissionais. Aos que não conhecem a mecânica dos colóquios em Portugal basta explicar que aí se cruzam três tipos de oradores: o semideus americano com trabalho publicado, consultoria pujante e coisas para dizer; o rato de laboratório, que uma pesquisa esdrúxula alcandorou à bolsa de estudo em Manchester ou ao louvor endomingado de Marcelo Rebelo de Sousa e, para deleitar a turbamulta, os palhaços. Miguel Gonçalves era o palhaço. Durante trinta minutos exibiu o rosto amável do empreendedorismo merdalejo com vocação universal: ele tinha criado uma “startup” espectacular. Ele visitara o Silicon Valley em chanatas e bebera Coca-Cola no McDonalds frequentado por Bill Gates. Ele tinha programado uma “aplicação” “brutal” para uma bosta qualquer e trabalhava “vinte e quatro horas por dia” para cumprir o sonho meritório de vir a ser “pornograficamente rico”. Pior que tudo, ele não parava de gritar. “Que pena”, reflecti na altura, “não meterem este tipo no PSD”. Alguém me ouviu.» (Luís M. Jorge)

1 comentário :

  1. Esse caramelo pouco doce diz que foi ao Vale do Silicone e comeu no mesmo Merdonald’s onde ia o Bill Gates, e agora dá palestras sobre empreendedorismo. Ui que máximo!
    Ganhou conhecimento por osmose, tal como o Relvas que o contratou, porque academicamente parece que passou entre 1997 e 2007 mais tempo no Insólito do que na Universidade.

    Ora eu em Helsínquia estive a comer no mesmo restaurante onde duas mesas ao lado comia o bicampeão de Fórmula 1 Mikka Hakkinen. No mesmo dia, à mesma hora!
    Começarei entäo a dar palestras de como ser piloto de corridas, para ganhar a vida!
    Tá fêto!

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