terça-feira, 16 de abril de 2013

Por uma revisão constitucional de esquerda

Se fosse espanhol, talvez fosse militante do PSOE: quando os clericais ladram que querem mudar as leis do casamento civil e da IVG, esse partido responde logo com a ruptura da Concordata. Nem mais: se querem guerra, tê-la-ão. 

Por cá, seria bom que a esquerda se deixasse de uma defesa acrítica da Constituição e pensasse em a rever à esquerda. Por exemplo: a mais este rosnido dos pseudo-nacionalistas madeirenses, deveria responder-se alto e bom som que é necessário retirar dos limites de revisão constitucional o estatuto da Madeira. Se não entenderem, explica-se ainda melhor: é para depois extinguir a «região autónoma». Os madeirenses elegem deputados à AR, que votam em questões continentais que na Madeira são decididas «autonomamente»: esta é uma desigualdade.

E mais: deveria também pensar-se em constitucionalizar o Rendimento Mínimo Garantido. Se nem este governo põe em causa o princípio de que exista, é porque é consensual.

3 comentários :

  1. Não entendo. O Ricardo pretende que a Madeira deixe de ser uma região autónoma? Que volte a ser governada a partir do Continente? Para quê? Para que volte a ser uma colónia, como era antes do 25 de abril?
    E os Açores, já agora? Também pretende que deixem de ser autónomos?

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    1. Luís Lavoura, o Algarve também é uma «ex-colónia» e continua a ser governado «a partir de Lisboa». Seria menos democrático terem o mesmo grau de autonomia do que têm o Alentejo, as beiras ou Trás-os-Montes? Porquê? Dados os efeitos perversos que a existência de um governo regional no Funchal tem tido, eu até diria que haverá mais democracia para os madeirenses *todos* quando este deixar de existir...

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  2. Curiosamente já ouvi madeirenses queixar-se mas da autonomia açoriana, que pode vetar algumas leis da República.

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