terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Software Livre no Estado, um debate que tem de ser feito

O PCP estima uma poupança logo no primeiro ano de 50 milhões de euros, e o PSD (quando estava na oposição) de 40 milhões. Quando o Ministério da Saúde tem uma dívida pendente 7 milhões por software inútil, quando a Rússia planeia mudar toda a administração pública para software livre, quando há inúmeros casos bem sucedidos por esse mundo fora, há que perguntar porque é que o Estado português continua a pagar centenas de milhões de euros em licenças inutilmente à Microsoft.
Sejamos claros, 99% dos computadores na administração pública nada fazem para lá de tratamento de texto, folhas de cálculo e internet. Por estes há que pagar licença para o Office e licença para o Windows, o que implica valores altíssimos como todos sabemos. Faz sentido isto continuar, quando há software equivalente totalmente gratuito*?

*Falo apenas das licenças, os encargos com gestão, formação, etc. são equivalentes.