Uma vitória sem maioria absoluta, portanto.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
38.35%
É este o valor previsto para a percentagem de votos no PS nas próximas eleições legislativas neste artigo de Pedro Magalhães e Luís Aguiar-Conraria.
Uma vitória sem maioria absoluta, portanto.
Uma vitória sem maioria absoluta, portanto.
sábado, 23 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Do Cosovo à Ossétia foram seis mesitos apenas
Na altura do reconhecimento internacional da independência do Cosovo/Kosovo, há seis mesitos apenas, os ossetas e os abcases anunciaram logo o que planeavam fazer. Aparentemente, ninguém ligou peva, nos EUA ou na Europa que decide. Resta agora apanhar os cacos das cidades georgianas, enquanto se reflecte nas duas questões fundamentais que continuam sem resposta. Primeira: o princípio prevalecente é o do reconhecimento dos povos europeus à auto-determinação (e à auto-definição?), ou o da integridade das fronteiras pós-secessões de 1989-1992? Segunda: se queremos que um desses princípios prevaleça, quem o vai impôr (a UE? a OTAN?)?
As notícias das últimas horas indicam que Nicolas Sarkozy, em nome da UE, alinha pelo princípio «um Estado para cada tribo» (vulgo balcanização do Cáucaso). Porém, os EUA e os Estados europeus da ex-fronteira soviética alinham pelo princípio da «integridade territorial» da Geórgia (dois deles têm importantes minorias russas dentro de fronteiras, embora sem ímpetos secessionistas). Estes últimos têm a coerência daqueles que acham que o que é mau para a Rússia é bom para eles. A outra Europa, a mais a Oeste, deve ter o bom senso de não humilhar a Rússia.
As notícias das últimas horas indicam que Nicolas Sarkozy, em nome da UE, alinha pelo princípio «um Estado para cada tribo» (vulgo balcanização do Cáucaso). Porém, os EUA e os Estados europeus da ex-fronteira soviética alinham pelo princípio da «integridade territorial» da Geórgia (dois deles têm importantes minorias russas dentro de fronteiras, embora sem ímpetos secessionistas). Estes últimos têm a coerência daqueles que acham que o que é mau para a Rússia é bom para eles. A outra Europa, a mais a Oeste, deve ter o bom senso de não humilhar a Rússia.
Nick Cohen: «A cast-iron case for a secular society»
- «Anti-discrimination legislation once aimed to ensure that society treated citizens equally. By removing irrelevant criteria, the law allowed the victims of prejudice to receive the same rights as everyone else. (...) Last week, Mr Justice Silber ruled that Aberdare Girls' School in South Wales had been guilty of racial discrimination when it excluded Sarika Watkins-Singh for insisting on wearing a religious bracelet. It was a trivial case, which made you wonder about the dogmatism of both sides and the quality of their lawyers. The school could have given way - the bracelet was little more than a slim band. Watkins-Singh's parents could have accepted that they had a duty to uphold the authority of the teachers. Still, for all the pettiness, Mr Justice Silber's judgment was remarkable for his inability to recognise that a just society should treat people equally. He didn't rule that all the girls at Aberdare had the right to wear bracelets, just Watkins-Singh, because she was its only Sikh pupil. (...) Lillian Ladele persuaded an employment tribunal that it was discriminatory for Islington Council to require her to perform her duties in a register office. She objected to organising gay civil partnerships solely on the religious grounds that she was an evangelical Christian who regarded homosexuality as a sin. When the tribunal found for her, it not only endorsed homophobia and ruled that religion took priority in a register office - where gay and straight couples go to escape religion - but failed to see a glaring inconsistency. If Ms Ladele thought homosexuality sinful, she should not have wanted to work for an institution that organised 'gay weddings'. The same objection applied to the Muslim checkout staff at Sainsbury's who refused to scan alcohol. If the sale of alcohol was as offensive to their religious principles as they claimed, they would no more want to work for a company that sold wine than a pacifist would want to join the SAS. (...) The way out of the mess is for the state to commit itself to secularism; to offer full religious freedom, while striving to keep religion out of the public sphere. Leaving all considerations of principle aside, secularism is the only ideology that can make a multifaith society work. The alternative is a future of competitive religious grievance and unremitting vexatious litigation.» (Nick Cohen no The Guardian.)
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
As razões da Rússia
- «Gori é uma cidade da Geórgia que, desde sábado, está a ser bombardeada pelos aviões russos. Se olharmos para um mapa da Geórgia, vimos que Gori está no sul do país, bem longe da Ossétia do Sul. Mas Gori é também a cidade onde passa a única rota de energia para a Europa que não é controlada pela Rússia. (...) Com o ataque às forças separatistas da Ossétia, parece claro que o governo da Geórgia caiu na armadilha dos russos, que só esperavam um pretexto para usar a força militar. O sinal é claro para todos. O “estrangeiro próximo” é a esfera de influência da Rússia, onde esta resolve os conflitos unilateralmente e, se necessário, recorrendo à força. (...) Quando muitos afirmam que a pretensão da Geórgia de aderir à NATO ajuda a “compreender” o comportamento da Rússia estão a aceitar a legitimidade da estratégia da esfera de influência. A Geórgia tem a sua soberania limitada e um dos limites é definir a sua política de segurança de acordo com os interesses russos, incluindo a rota de energia que passa por Gori. (...) Se Moscovo tiver sucesso em travar o curso da história das últimas duas décadas no “estrangeiro mais próximo”, irá depois concentrar-se no “estrangeiro próximo mais distante”, os antigos satélites soviéticos da velha “Europa de Leste”. E aqui as coisas são muito mais difíceis porque estes países estão todos na União Europeia e na Aliança Atlântica. (...) As elites políticas e estratégicas russas comparam a humilhação que a Rússia sofreu com os últimos alargamentos da União Europeia e da NATO à humilhação da Paz de Versailhes de 1919 para a Alemanha. (...)» (João Marques Almeida no Diário Económico.)
As razões da Geórgia
- «For many people the sight of Russian tanks streaming across a border in August has uncanny echoes of Prague 1968. That cold war reflex is natural enough, but after two decades of Russian retreat from those bastions it is misleading. (...) The clash between Russia and Georgia over South Ossetia, which escalated dramatically yesterday, in truth has more in common with the Falklands war of 1982 than it does with a cold war crisis. Devoted to achieving Nato entry for Georgia, Saakashvili has sent troops to Iraq and Afghanistan - and so clearly felt he had American backing. The streets of the Georgian capital are plastered with posters of George W Bush alongside his Georgian protege. George W Bush avenue leads to Tbilisi airport. But he has ignored Kissinger's dictum: "Great powers don't commit suicide for their allies." (...) Like Galtieri in 1982, Saakashvili faces a domestic economic crisis and public disillusionment. In the years since the so-called Rose revolution, the cronyism and poverty that characterised the Shevardnadze era have not gone away. Allegations of corruption and favouritism towards his mother's clan, together with claims of election fraud, led to mass demonstrations against Saakashvili last November. His ruthless security forces - trained, equipped and subsidised by the west - thrashed the protesters. Lashing out at the Georgians' common enemy in South Ossetia would certainly rally them around the president, at least in the short term. (...)» (Mark Almond no The Guardian.)
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Cavaco é um perigo
«O PR, em consequência do próprio cargo, representa um grau de ameaça permanente, daí que tenha segurança pessoal». (Diário de Notícias)
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