segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ser republicano

Há muitos monárquicos que o são apenas por embirração com o período de 1910 a 1926. Tem a ver com hereditariedades (o avô que achava que era aristocrata) ou clericalismo (quem toca na ICAR, nem que seja com uma flor, põe em causa o equilíbrio cósmico!). Outros terão razões de princípio.

Ser republicano deveria ser independente do melhor ou pior juízo que se faça das atribulações da 1ª República (e quem isto escreve, acha que Afonso Costa pode ter sido o melhor primeiro ministro do século 20).

Afinal, uma diferença fundamental entre ser republicano e monárquico é que, para nós, o que interessa é o futuro.

Contra uns mas não contra os outros

Eu sei que é Israel quem está na ofensiva, e que é daí que vem portanto a maior parte da violência. Mas fico sempre com uma impressão desagradável nas meninges quando leio comunicados onde não existe uma palavra sequer para condenar os islamistas do Hamas, cujo desprezo pelas vidas humanas, incluindo as do seu próprio povo, é visível e irresponsável.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Israel

Hoje um leitor do El Pais perguntava-se o que diria Bruxelas se a Espanha cortasse a água e a luz ao Pais Basco e matasse 400 civis em bombardeamentos...

Pete Seeger

Um grupo de pessoas está a tentar propor Pete Seeger para Nobel da Paz (aqui).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Pérolas do confusionismo reaccionário

Pérolas do pensamento(?) pós-moderno e multiculturalista retiradas das caixas de comentários da Jugular:
  • «O filósofo e matemático Alain Badiou, uma referência radicalmente anti-pós-moderna (...), sabe mais matemática, tecnicamente, do que todos os matemáticos cá do burgo juntos. E os usos politico-filosóficos que ele faz da matemática devia deixar-vos a roer de inveja, ó sokalianos. (...) Talvez seja porque obra de Caravaggio, Rembrandt ou Velázquez são realidades mais importantes do que toda a história da ciência junta» (1)
  • «O seu "curso de medicina" ocidental não é, ao contrário do que possa supor um conhecimento universal, mas um conjunto de crenças euro-norte-americanas aplicaiveis nessa cultura. (...) Deixe lá a "natureza" e a "ciência", estratagemas de dominação de classe no ocidente.» (2)
  • «"crime" e "monstruoso" são conceitos culturais, nada mais. Isto está a transformar-se numa exposição colonial de preconceitos da pequena burguesia europeia.» (3)
  • «A dor tem muito de cultural. Grandes nomes do multicuralismo e do feminismo consequente explicam bem isso. (...) Não podemos impor às outras culturas valores que não são universais, nem dentro da cultura ocidental sem pretendermos uma nova colonização. O nosso mundo é um mundo formado pela ideologia. Não há exterior dele, nem plataformas de observação "objectivas". O "objectivo" é um mero artefacto ideológico, uma categoria da filosofia e ciências burguesas.» (4)
E o debate continua...

TED - Free Media

Vale a pena ver.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

:o)

...e já me esquecia: hoje a minha família comemora os 50 Anos da Revolução Cubana!

:o)

Bom Ano?

O ano de 2009 começa infelizmente com o espetáculo chocante da brutalidade israelita sobre os vizinhos. Este ano há uma luz no fundo do túnel: Bush vai-se embora da Casa Branca, humilhado, desacreditado e abandonado pela extrema-direita evangélica que o elegeu e que gritou impropérios ao país durante os últimos 8 anos.

Talvez Obama seja mais corajoso que Bush e tenha força para enfrentar a extrema direita sionista e evangélica, e impor um processo de paz que, como se demonstra, não pode emanar das partes envolvidas.

Mas a luz no fundo do túnel parece real e permite algum optimismo: primeiro porque a administração Bush, que usurpou o poder em 2000, vai finalmente para casa e algumas investigações em curso prometem mesmo prender alguns dos energúmenos que nos governaram durante os últimos 8 anos. Depois porque Obama tem dado mostras de se saber rodear.

E mesmo na Europa, mais corrupta e menos democrática que os EUA, há sinais de se querer recuperar uma certa responsabilidade social. Esperemos que Durão Barroso se revele tão untuoso e lascarino em relação a estas novas ideias políticas como se revelou em relação ao marxismo e ao neoliberalismo.

Bom ano!