sábado, 17 de dezembro de 2016

Debate «Portugal, Estado laico?»

O debate em que participei, no dia 15 de Dezembro, na Universidade Fernando Pessoa (Porto).

12 comentários :


  1. O estado pode ser laico mas o estado não é o povo, e o povo
    não é laico.

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    1. O povo é imensas coisas. E só pode sê-las se o Estado for laico.

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    2. O estado não é o povo. O que o estado é, é lá com ele. O povo é totalmente distinto do estado, e tem desejos, vontades e crenças distintas.

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    3. Os povos não têm religião. Os indivíduos é que sim.

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    1. Ainda bem que estamos de acordo que o estado pode ser laico, mas 1) o estado não é o povo, e 2) as pessoas do povo Português não são, na sua (ainda) maioria "laicas".

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    2. Não distorça o que eu escrevo. Concordei com 1), não me pronunciei sobre 2).

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  3. O princípio da laicidade na prática continua a não ser respeitado. Porque razão, por exemplo, é que, sendo Portugal um Estado laico, de acordo com a interpretação mais usual da Constituição da República, a programação da RTP1 continua a transmitir a chamada "eucaristia dominical", vulgo Missa?
    Se alguém alegar que isso se deve ao facto de Portugal ser um País cuja população é de maioria católica, eu respondo que foi precisamente contra isso que o princípio da laicidade do Estado foi criado, isto é: assegurar a neutralidade religiosa do Estado perante todas as confissões religiosas, impedindo que determinada confissão seja privilegiada face às demais.
    E no caso da transmissão da Eucaristia dominical há uma óbvia intenção da RTP de favorecer determinada confissão religiosa em detrimento das outras, já que estas não têm qualquer direito a transmissões análogas por parte do canal público televisivo.

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