quinta-feira, 16 de março de 2006

Sectarismo

Jorge Sampaio não encheu a sua casa civil com pessoas próximas do PCP ou do BE. Cavaco Silva leva para Belém figuras conotadas com a direita mais extrema. O exemplo mais óbvio será João Carlos Espada (uma personalidade que sempre aderiu a ideologias totalitárias, hoje um clerical, elitista e reacionário até à caricatura); existe também Blanco de Morais, que vem da extrema direita (e que ainda não consegue falar da lei da nacionalidade sem fazer a ligação «estrangeiro=criminoso» e sem agitar o espantalho da «invasão de ilegais»), Manuel Antunes (que já elogiou publicamente o regime de apartheid sul-africano) e Maria do Céu Patrão Neves (uma comunitarista confessa e uma católica conservadora).
No Conselho de Estado, Jorge Sampaio tentou assegurar que ficassem representados partidos como o PCP (o que aconteceu com Carlos Carvalhas) e o CDS (o que não aconteceu devido a uma «birrinha» de Paulo Portas). Cavaco Silva escolheu três militantes do PSD, um do CDS (Anacoreta Correia, historicamente na direita do CDS) e um independente de direita (João Lobo Antunes).
Até às comemorações do 25 de Abril, tudo ficará mais claro. Para já, o «Presidente de todos os portugueses» parece mais um presidente de uma facção.

9 comentários :

Anónimo disse...

Concordo.

Berith disse...

Disse exactamente o mesmo.

dorean paxorales disse...

Mas... o blogue não se afirma 'republicano'? Então? Reclama-se de quê?

""#$ disse...

Ricardo:
O ps gosta...... disto e tolera isto ... e vai aturar o sectarismo do senhor sem abrir o bico.
Enquanto se continuar a jogar a esquerda em tacticismos idiotas e a não se ter principios as coisas continuarão a ser como são...

Anónimo disse...

Cavaco: O presidente de alguns dos portugueses. Os outros já nem vão votar para não se lembrarem do país de que os obrigaram a ser cidadãos...

Anónimo disse...

Vale a pena ler o artigo de Vasco Pulido Valente no «Público» de hoje.

Cavaco é o primeiro presidente que ostensivamente quer alienar parte dos portugueses e, talvez, provocá-los.

Da minha parte terá o respeito a que constitucionalmente estou obrigado e a discordância que a minha consciência impõe.

cãorafeiro disse...

ricardo, isto faz-me lembrar o teu ensaio de futurologia sobre o reinado de cavaco.
desconfio que foste longe de menos. a realidade já está a ultrapassar as tuas previsões.

Anónimo disse...

João Carlos Espada e ideologias totalitárias na mesma frase só mostram que este blog não vale a ponta de um corno, e que o autor é um ignorante de primeira apanha.
Boa sorte a tentar ser alguém, mas assim não vai longe.

Ricardo Alves disse...

«João Carlos Espada e ideologias totalitárias na mesma frase»

Maoísmo... Catolicismo...

«só mostram que este blog não vale a ponta de um corno»

Isso, vindo de um anónimo... ;)