sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Salário Minimo VI - O cartel

Num mercado em monopólio, existem muitos clientes para um determinado produto, mas só um fornecedor. Por esta razão, o vendedor terá uma grande liberdade para fixar o preço do produto em questão, sabendo que os clientes não podem optar por comprar esse produto a mais nenhum agente.
O monopolista deve ter em atenção a curva da procura, sabendo que quanto mais caro colocar o seu produto, menos produtos venderá. Por outro lado, quanto mais barato colocar o seu produto à venda, menos lucro receberá por cada produto. Para maximizar o lucro, o monopolista procurará o melhor compromisso:



A linha a roxo representa o custo marginal de cada unidade para o monoplista, enquanto a linha a vermelho representa a curva da procura. A área a amarelo corresponde ao ganho dos consumidores em comprar os produtos fornecidos pelo monopolista, e a área a verde corresponde ao lucro do monopolista na venda do seu produto. Ele fixou o preço por forma a maximizar esta área.

A área a cinzento mostra-nos a ineficiência desta situação. De facto, muitos clientes estão dispostos a dar pelo produto um valor superior aquele que custa ao monopolista produzi-lo, mas não estão dispostos a dar o valor fixado pelo monopolista. Ambas as partes sairiam beneficiadas se transaccionassem o produto a um preço intermédio, mas se isso implicasse que o monopolista tivesse de cobrar o mesmo valor aos restantes clientes, então os seus lucros diminuiriam.

Desta forma, a situação que mais beneficia o monopolista é uma na qual são transaccionados menos produtos, e a um preço superior, do que aquele que ocorreria em mercado livre.

Já num mercado em oligopólio, existem muitos clientes para um determinado produto, e um número reduzido de vendedores.
Cada vendedor pode definir o preço pelo qual quer vender o seu produto, mas sabe que este preço vai alterar a quantidade de clientes que compram o produto em questão nas suas lojas, ao invés de optar por comprar na concorrência.
Para maximizar o lucro, e assumindo que não pode confiar nos outros vendedores, cada vendedor colocará um preço que é superior ao custo médio de cada produto produzido, mas inferior ao preço que colocariam se estivessem em situação de monopólio. A quantidade de produtos transaccionada será superior à que ocorre num monopólio, mas inferior à que ocorre em mercado livre.
Na verdade, a situação de equilíbrio do oligopólio é um intermédio entre o monoplólio e o mercado livre, mais próxima do mercado livre quanto maior for o número de vendedores envolvidos.

Uma estratégia que os vendedores podem utilizar para aumentar os seus lucros é o de estabelecer um cartel. Se todos estes praticarem o mesmo preço, correspondente ao preço que maximizaria os seus lucros caso fossem um único agente monopolista, eles irão diminuir a quantidade de unidades transaccionadas, mas irão aumentar os seus proveitos.
É fácil de entender que há muitos casos em que a formação de carteis é prejudicial para a sociedade, e é por isso pouco surpreendente que esta seja proibida na quase totalidade dos países desenvolvidos.

Mas, que dizer de um cartel de mão de obra?
Aí as coisas podem ser bastante diferentes...

4 comentários :

Redacção disse...

http://solidariedadecomoirao.blogspot.com/

Actualizado frequentemente.

artista disse...

Não seria melhor ler mais sobre economia, antes de tentar explicar velhas teorias adamianas (Adam Smith) da curva da procura Vs oferta?
O senhor esta bastante desfazado daquilo que é o state of the art da economia....
Declaração de interesses: para mim economia não é ciencia. Quando um economista faz previsões, a diferença entre este e o astrologo, deve ser só o uso da gravata que os economistas tendem a usar. Enquanto que os astrologos (tipo Dr Mambo), se ficam pelas vestimentas tradicionais....

aartedotuga.blogspot.com

João Vasco disse...

«A primeira de todas é comentar que o raciocínio exposto partiu dos pressupostos da economia clássica: a mesma que é usada para passar a imagem - distorcida e enganadora, como creio ter demonstrado - que o salário mínimo desfavorece os trabalhadores menos qualificados, que pelo contrário são quem mais beneficia desta regulamentação do mercado.»

Para a próxima lê o que escrevo antes de fazer esses comentários.

E acho completamente imbecil desprezar aquilo que a economia nos diz. Podemos tentar gerir as economias por instinto, confiando no que nos vai na alma, ou discutir os assuntos racionalmente.
Mas se a esquerda tiver horror aos números e acharmos a economia "horrível", vamos sempre deixar ser a direita a governar. Porque é totalmente irresponsável seguir políticas sem fazer a mínima das suas consequências, e para se saber quais as consequências das políticas a economia é importante.


Quem me dera que os meus correligionários de esquerda lessem um pouco mais de economia, aprendessem mais umas coisitas, para responder às falácias (constantes) da malta da direita com refutações e contra-argumentos, em vez de insultos e ataques vazios.

Este caso foi flagrante: partiste para o insulto tão rapidamente, que nem sequer percebeste aquilo que estavas a ler: um texto que pretendi precisamente partir da economia clássica - que é usada para dizer que o salário mínimo é mau - para dizer que de acordo com essa mesma teoria o salário mínimo é bom.

Anónimo disse...

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