domingo, 7 de julho de 2013

Rendição

Entre o burro e o escorpião, foi maior o medo do primeiro da mordidela do segundo. Por causa (ou apesar, mas pouco importa) das vertiginosas piruetas do irrevogável/revogado/invertebrado escorpião, que até ficou quase isolado no seu próprio partido, o burro encolheu-se e leu hoje uma declaração de rendição em que até «confirma» (sic) Maria Luís Albuquerque como Ministra das Finanças, cinco dias depois da posse. Para além de promover o escorpião a Vice-Primeiro-Ministro (chegam três maiúsculas?) e de lhe dar a coordenação de quase tudo o que neste momento importa.

A confirmar-se este cenário, Passos Coelho tornou-se o responsável por tudo o que correr mal com o governo de Portas. Afinal, ele ainda é «o Primeiro»... formalmente.

2 comentários :

  1. Exigir eleições, nestas circunstâncias, é exigir o mínimo de decência. É combater o sequestro de um país inteiro por um pequeno grupo de experimentalistas delirantes ao serviço de uma pequena elite financeira com a cumplicidade chocante de Cavaco Silva. A coisa é simples: Portugal não tem governo, precisamos de eleições para preencher esse vazio indisfarçável. Tudo o resto é insulto para a democracia ou, como diz aqui António Costa (http://www.youtube.com/watch?v=l2en4T583TU&feature=share), é rádio-novela. Internamente ninguém acredita nesta trupe de trapezistas e contorcionistas que nos entedia em degradantes espetáculos. Externamente, perdeu-se com este governo capacidade política para negociar o que quer que seja. Todos sabíamos que chegaríamos aqui. Nem todos imaginavam era que fosse tão depressa. É por isso que, à falta do guionista mexicano, é imperioso que se realizem eleições. Este não é um tempo para meias-medidas e meias-palavras. Este Governo acabou. Se não for a bem, infelizmente vai ser a mal.

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  2. PPC é agora o Vice-Vice-Primeiro-Ministro de PP. Como os 2 vices se anulam, continua com o título de Primeiro-Ministro

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