segunda-feira, 22 de julho de 2013

«Escolas públicas preparam melhor os alunos para terem sucesso no Superior»

é o título de uma notícia do Público, que pode ser acedida na sua versão completa a partir do site do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas.

A notícia diz o seguinte: «As escolas privadas preparam melhor os alunos para os exames, mas não para terem um bom desempenho na universidade. A Universidade do Porto (UP) analisou o percurso académico de 4280 estudantes admitidos no ano lectivo 2008/09 e concluiu que, entre os 2226 que concluíram pelo menos 75% das cadeiras dos três primeiros anos, os estudantes que provinham de escolas públicas apresentavam melhores resultados académicos do que os provenientes das privadas.

[...]

Este estudo (o primeiro do género e que foi repetido no ano lectivo seguinte, sendo que estes últimos resultados deverão ser conhecidos dentro de dois meses) partiu de uma amostra inicial de 4280 alunos. Destes, 954 abandonaram os estudos, 83 tinham-se recandidatado a outros cursos, 131 tinham concluído menos de 45 dos 180 créditos do curso, 303 tinham completado entre 45 e 90 créditos, 583 entre 90 e 135 créditos e apenas 2226 tinham completado mais de 135 créditos, ou seja, o equivalente a 75% das cadeiras do curso. Foi no desempenho académico destes últimos que a análise se baseou. Entre as conclusões possíveis, destaca-se a de que os alunos que recorrem às bolsas — e beneficiam delas — têm desempenhos comparáveis aos que não precisam do apoio social. Ao contrário, os que se candidatam e vêem negado aquele apoio tendem a sair-se pior, o que "evidencia bem a importância da Acção Social", segundo Sarsfield Cabral.

Para o pró-reitor, resulta claro que as universidades deveriam estar a equacionar formas alternativas ou complementares de selecção dos seus alunos. "Dos 340 alunos que naquele ano entraram nos dois cursos de Medicina da UP, todos com notas elevadíssimas e separadas por centésimas, havia, um ano depois, quem tirasse 20 e quem nem aos 10 conseguisse chegar. Isto torna muito claro que a nota de entrada do aluno não permite perceber qual vai ser o seu desempenho, o que nos leva a questionar se o critério de selecção dos alunos não estará a deixar de fora alunos que podem vir a revelar-se excelentes", questiona.

Sarsfield defende assim que as universidades devem estudar métodos alternativos de selecção dos alunos. "Há de certeza outras variáveis que merecem ser consideradas. As universidades têm de começar a olhar para o exemplo das universidades estrangeiras e pensar em soluções".»

Esta notícia revela a falta de fundamento de muito do que se diz sobre a qualidade do ensino público, mas também a importância do apoio social para uma efectiva meritocracia - que está de braços dados com a mobilidade social. O discurso que pretende cortar apoios sociais em nome da responsabilização individual é inconsistente anti-meritocrático. 

5 comentários :

  1. O que este estudo diz, pelo menos a resenha dele feita no texto, é que as universidades públicas deveriam estar a elaborar métodos alternativos de seleção dos seus candidatos, em vez de eles serem admitidos pela nota.
    Por exemplo, testes psicotécnicos obrigatórios.
    É doentia a competição pelas notas que se estabeleceu no ensino liceal (e também universitário) português.

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  2. A ausencia de separação entre os trabalhadores do ensino e a politica educativa tem tido graves consequencias; os eméritos membros da Brigada das Colheres que nos tem des,governado deveria ser julgado como acto de fé mas por eleitores que ponham a razão e o raciocinio acima da fé.

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  3. ausencia de separação entre os trabalhadores do ensino e a politica educativa tem tido graves consequencias; os eméritos membros da Brigada das Colheres que nos tem des,governado deveria ser julgado como acto de fé mas por eleitores que ponham a razão e o raciocinio acima da fé.

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  4. ausencia de separação entre os trabalhadores do ensino e a politica educativa tem tido graves consequencias; os eméritos membros da Brigada das Colheres que nos tem des,governado deveria ser julgado como acto de fé mas por eleitores que ponham a razão e o raciocinio acima da fé.

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