segunda-feira, 21 de julho de 2014

Ainda sobre a avaliação das unidades da FCT

Reproduzo integralmente este post (CONFIRMA-SE A FRAUDE NA AVALIAÇÃO DAS UNIDADES DA FCT) do De Rerum Natura, que nos dá um infeliz corolário para toda esta «novela»:

«Depois de muitas negas não há como negar o inegável: como noticia o PÚBLICO, a FCT mandou a European Science Foundation chumbar metade das unidades de investigação em Portugal. Isto é o mesmo que num exame ser imposto ao professor que chumbe metade dos alunos, independentemente do seu desempenho. Isto é uma fraude. Uma avaliação assim não tem qualquer credibilidade. 

E a gravidade da situação chega ao caricato de, na mesma edição do PÚBLICO, Miguel Seabra dizer isto em entrevista:

PÚBLICO: Alguns investigadores têm-nos feito chegar informação de que alguns avaliadores externos anónimos deixaram transparecer nos seus relatórios que receberam indicações para baixar certas notas [por limitações de financiamento].

MIGUEL SEABRA: Isso é totalmente descabido. O processo foi conduzido pela ESF [European Science Foundation] e nem a ESF nem a FCT fariam uma coisa dessas. Não houve da parte da FCT qualquer constrangimento aos painéis, para dizer que há estas ou aquelas limitações de financiamento. Houve uma separação total entre a avaliação científica e o que vai ser posteriormente o financiamento das unidades.


"Stage 1 evaluation will result in a short list of half of the research units that will be selected to proceed to stage 2"

Que credibilidade resta a Miguel Seabra perante a comunidade científica e perante os contribuintes? Que condições tem Miguel Seabra para continuar à frente da FCT?»

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