sábado, 8 de fevereiro de 2014

Sinto-me LIVRE

Terça-feira desta semana entreguei no Tribunal Constitucional as assinaturas, programa e estatutos de um novo partido político (não é um projecto unipessoal). Obrigado a todos, incluindo também os leitores deste blogue. A esquerda precisa de um abanão que a tire da modorra dos desentendimentos entre bolchevistas e moderadistas. A sociedade precisa de um partido que não seja exclusivamente para profissionais da política. E a República precisa de virar à esquerda.

4 comentários :

  1. De qualquer maneira, quando leio/ouço alguém dizer que se sente livre, associo sempre a flatulência:

    http://www.youtube.com/watch?v=A6a-xUuKNCs

    (por volta dos 4 min).

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  2. Olá Ricardo.

    Antes de mais, parabéns pelo teu blog. Páro aqui muitas vezes, tenho-te em bookmark e é com prazer que vou acompanhando os vossos updates.

    Tenho um pouco de pena que muitos debates que se tenham aqui neste espaço estejam tão presos a balizamentos ideológicos rígidos, que não se adequam bem aos tempos em que vivemos, nem albergam de forma eficaz a diversidade de pensamento político que vive em cada um de nós.

    Dando o meu exemplo: Não sou republicano. Ponto final. Acredito que uma monarquia funciona melhor. Sou uma pessoa de ciência, sou católico de batismo embora seja completamente não-praticante. Acredito na possibilidade de uma criação por vontade superior, mas à luz de uma teoria puramente tecnológica ou científica, i.e., a criação do homem como vontade concreta de alguma identidade não-superior (talvez superior aos nossos olhos), mas não o Deus que a Igreja venera. Portanto não é por isso que sou monárquico. Sou monárquico simplesmente porque acredito que o conceito de nação não advém de uma lógica puramente lógica e explicável. Não acredito igualmente na forma como os nossos presidentes são eleitos, embora não seja fanático ao ponto de me recusar a votar ou ostentar os nossos actuais símbolos nacionais. Acredito simplesmente na monarquia como uma materialização de um sentimento abstracto, ou seja, acredito que a casa real existe como propriedade do povo e não na concepção do regente medieval. Dir-me-hás que na prática nada disto funciona assim, mas o mesmo te direi da República. Com a excepção da falta de legitimidade na instauração desta última. Mas vivemos numa República e temos de lidar com isso. Adiante.

    Considero-me uma pessoa de esquerda porque acredito na igualdade de oportunidades e na meritocracia como factor primordial de promoção do homem e na sua ascenção a posições de liderança. Sou uma pessoa bastante humilde e faz-me confusão qualquer tipo de ostentação. Ao mesmo tempo consigo enquadrar isto perfeitamente na minha visão monárquica de regime, pelo que já expliquei em cima.

    Dito isto tudo, não participo activamente em política de alguma forma. Considero que o movimento monárquico (se é que se pode chamar movimento) é pouco mais que uma palhaçada de meninos betinhos que gostam de touradas, coisas com as quais não me identifico.

    E pronto, peço desculpa pelo egocentrismo do texto, mas deu-me vontade de deixar aqui este meu post, apenas para tentar mostrar como existem vários pontos de vista e como conceitos aparentemente rígidos podem ser moldáveis e se misturar.

    Um abraço, continuarei a ler-vos com interesse.

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  3. Peço desculpa por me ter contrariado na ideia do creacionismo, mas acho que dá para entender o que eu tentei passar.

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