segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Razões para celebrar

Afinal, valeu a pena a limitação dos mandatos: na Madeira, o PSD tem uma derrota histórica, perdendo sete das onze câmaras do arquipélago (incluindo o Funchal); em Braga, o PS de Mesquita Machado perde. Em ambos os casos, são resquícios quase salazaristas da paisagem política portuguesa que são varridos, com o seu cortejo de compadrios e autoritarismo, e relações promiscuas com construtores civis, a igreja católica e clubes de futebol.

O partido vencedor é o PS: ganha câmaras como Sintra, Coimbra e Gaia (e esmagadoramente em Lisboa). Onde perde, parece ser mais para a CDU, o que indicia uma viragem à esquerda do eleitorado. Loures, Évora e Beja são municípios significativos. O PSD/CDS fica reduzido a pouco mais de um terço dos municípios nacionais. E os (uns mais, outros menos) «independentes» são agora a quarta força autárquica, e com caras mais lavadas do que as de anos anteriores (com a excepção de Oeiras).