domingo, 10 de novembro de 2013

A minha homenagem a Álvaro Cunhal

Poderia aqui evocar mais uma vez uma vida inteira de luta, dos quais quase 40 anos de clandestindade e exílio, incluindo 15 na prisão, grande parte em isolamento total. Poderia falar no político "coerente" (é sempre isso de que se fala quando se fala em Cunhal). Poderia concentrar-me no passado. Mas interessa-me mais discutir o presente e o futuro. Porém, as contribuições de Cunhal para o nosso presente são imensas, e por isso ele deve ser recordado.
Prefiro evocar uma outra faceta, a do artista. Do criador de obras como "Até Amanhã Camaradas", o primeiro romance português cujo herói é coletivo e anónimo, neste caso os militantes clandestinos do PCP. A sua importância histórica é enorme, para quem quiser saber o que foi o fascismo em Portugal e para quem quiser entender o que foi e é o PCP.

(Ilustração de Rogério Ribeiro, retirada de O Castendo.)    

1 comentário :

  1. o artista. Do criador de obras como "Até Amanhã Camaradas"

    Sob o ponto de vista artístico (literário), essa obra parece-me bastante pobre, limitada. Só consegui ler algumas dezenas de páginas dela, precisamente por isso.

    ResponderEliminar

As mensagens puramente insultuosas, publicitárias, em calão ou que impeçam um debate construtivo poderão ser apagadas.