quarta-feira, 26 de abril de 2006

25 de Abril: e depois dos cravos?

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O discurso tentou tanto ser abrangente que transformou a falta do cravo numa teimosia reacionarosa.
O que virá a seguir?

12 comentários :

Anónimo disse...

O que virá a seguir, é o que já está sendo :
"São rosas, Senhor. Rosas !"

ricardo s carvalho disse...

depois de se perderem os simbolos, sera' mais facil perder-se aquilo que os simbolos representam?

Ricardo Alves disse...

Ricardo,
o problema é mesmo esse.

Carlos Esperança disse...

Os que repudiam os cravos são os que têm vergonha de assumir que, sem a Revolução de Abril, não teriam passado de serventuários do fascismo.

dorean paxorales disse...

carlos esperança disse:
"Os que repudiam os cravos (...)"

No caso do presente presidente, este comentário até estará correcto: desde os tempos de faculdade (no antigo ISCEF, agora ISEG) que o senhor sempre se esquivou a qualquer definição política que pudesse comprometer um futuro adivinhado 'brilhante'.

Os "fascistas", como sabeis, eram uma nomenclatura catedrocrática, logo manter livre de maus-olhados o caminho para a pós-graduação seria condição necessária para um dia alcançar o poder.

A verdade é que o outro presidente, sem nunca ter deixado de mostrar o cravo ao peito, também se baldou às greves académicas, e exactamente pelos mesmos motivos.

Por isso, não me parece que da ausência/presença da flor se deva retirar grande significado.

Marco disse...

Ele nunca usou cravo nestas ocasiões. Se usasse iam chamá-lo oportunista.

E a Liberdade é muito mais do que os seus símbolos. Afinal, o que o PR fez não foi usar da sua liberdade para não usar o cravo?

Max @ Devaneios Desintéricos disse...

"Ele nunca usou cravo nestas ocasiões."

Também (graças aos deuses) nunca tinha sido presidente...

Caríssimo Ricardo Alves,

O discurso foi uma tanga bocejante de lobo travestido de lobo com boas intenções canhotas :-)

Max @ Devaneios Desintéricos disse...

corrigindo:

lobo travestido de cordeiro...

Ricardo Alves disse...

«Ele nunca usou cravo nestas ocasiões. Se usasse iam chamá-lo oportunista.»

Caro Marco,
e como qualificas o facto de se ter cantado o «Grândola, Vila Morena» numa das acções de campanha de Cavaco?

sabine disse...

Cavaco dá uma no cravo outra na ferradura. Deixem-no lá! Sinceramente, saber se o homem ia ou nao de cravo ao peito é o menos importante!

Marco disse...

Ricardo,
Acho que deixei a resposta implícita...
:-)

Ricardo Alves disse...

Está bem, Marco... ;)