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domingo, 30 de setembro de 2007

Matar pessoas é matar pessoas

O senhor Sik Kok Kwong, líder dos budistas de Hong Kong, afirmou que «para os budistas, disparar contra monges inocentes é como derramar sangue de Buda», e que «os responsáveis por isso irão para o inferno de Avici» (que é o reservado para os piores crimes).

Que raio de ideia. Quero lá saber do sangue do Buda. Matar pessoas é matar pessoas, sejam monges ou não, estejam vestidas de laranja ou não. Será que um monge é algo mais do que uma pessoa?

[Esquerda Republicana/Diário Ateísta]

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Silêncio, aqui mata-se

Cortaram os fios do telégrafo:

  • «There have been massive support from Myanmar bloggers for the current protest activities, and the whole Myanmar blogosphere is overwhelmed with news and photos. Because of that, Myanmar Junta got chickened out and banned the political blogs, almost immediately followed by banning the whole blogger domain hence all other Myanmar blogs. A few bloggers tried to bypass proxy and blog using email-to-blog techniques. To make the matter worse, BaganNet, Myanmar main ISP has been shut down by so-called “maintenance reasons” and most of the telecommunication services have been cut off or tapped.» (Global Voices)

Para poderem fazer isto:

  • «A televisão oficial do regime noticiou que pelo menos nove pessoas foram mortas pelas forças de segurança, mas teme-se que o número seja bem superior. Entre as vítimas está um repórter fotográfico japonês, que foi morto a sangue-frio por um soldado, apesar de ter mostrado a sua máquina para provar que era jornalista, num momento arrepiante captado por um fotógrafo da Reuters.» (Correio da Manhã)

Alguns blogues que ainda furam o bloqueio: Cbox, Yan Aung, Zin Media, The Irrawaddy News Magazine, Kadaung.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Myanmar: começou a violência

  • «Beginning the second day of their crackdown on nationwide protests in Myanmar before dawn today, security forces raided at least two Buddhist monasteries, beating and arresting dozens of monks, according to reports from the capital, Yangon. (...) On Wednesday, in a chaotic day of huge demonstrations, shooting, teargas and running confrontations between protesters and the military, many people were reported injured and half a dozen were reported to have been killed, most of them by gunshots.» (New York Times)

Com os primeiros mortos (ontem), e com a repressão a passar das ruas para a esfera privada (a noite passada), a junta militar de Myanmar começa a dar sinais de optar pela «solução Tianamen». As próximas horas serão decisivas.